Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Vingadores: Ultimato’: o novo acerto da Disney / Marvel

“Vingadores: Ultimato” é a principal estreia desta quinta-feira, dia 25, e ocupa cerca de 80% das salas de exibição do país (Foto: Divulgação).

Os diretores Anthony e Joe Russo conseguiram manter a essência do UCM intacta neste longa (Foto: Divulgação).

Um ano se passou entre o estalar de dedos de Thanos (voz de Josh Brolin) e o lançamento de “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame – 2019) nesta quinta-feira, dia 25. Neste período, muitas teorias surgiram na internet, mas nenhuma delas pôde preparar o espectador para o que é encontrado na sala de exibição, pois o longa dos irmãos Anthony e Joe Russo brinca com as emoções da plateia tal qual o titã louco com o universo.

“Vingadores: Ultimato” começa no mesmo ponto em que terminou seu antecessor, “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War – 2018), com 50% dos seres vivos do universo se desintegrando. A partir daí, os sobreviventes precisam encarar uma jornada de redenção e vingança em meio à dor da perda e à incerteza do futuro – ou seria do passado? E a única chance remota de derrotar Thanos e salvar a todos surge cinco anos depois por meio de uma viagem no tempo. Mais do que isso não deve ser dito para evitar spoilers.

Neste ponto, os eventos dos filmes anteriores do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) se encaixam perfeitamente em “Vingadores: Ultimato”, como peças de Lego, mas com a ressalva de que, hoje, “Vingadores: Era de Ultron” (Avengers: Age of Ultron – 2015) pode ser definido como profético. Há no novo longa as consequências de diálogos proferidos na produção de 2015, dirigida por Joss Whedon, o homem responsável por levar às telas o ambicioso projeto da Disney / Marvel há sete anos.

“Vingadores: Ultimato” mostra os heróis sobreviventes libertando-se do tabuleiro que Thanos os colocou como peões. O problema é que a liberdade conquistada no último filme está acompanhada de sofrimento descomunal causado por vários fatores, desde a já citada dor da perda até o sentimento de culpa e impotência diante do caos, passando pela urgência em restabelecer a base familiar, independente de laços biológicos, transmitindo a mensagem de importância da família para o indivíduo, algo inerente ao UCM. Isto funciona não apenas pela comunhão de um elenco que atua em sua plenitude, como também graças ao roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, coeso e estruturado com esmero, que tem como alicerce principal a montagem de Jeffrey Ford e Matthew Schmidt, que trabalha com perspicácia a viagem no tempo de cada personagem, conectando-a a eventos anteriores.

Equipe se prepara para o maior desafio dos Vingadores (Foto: Divulgação).

Construindo sua trama de maneira a atingir o clímax num terceiro ato vigoroso que chega a assumir tom épico em determinados momentos, ajudado por uma trilha sonora inserida com precisão cirúrgica, “Vingadores: Ultimato” conta com design de produção rico e efeitos visuais e sonoros que superam tudo o que já foi visto no UCM. Tecnicamente, é uma produção que faz jus ao orçamento milionário, estimado entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões.

“Vingadores: Ultimato” ultrapassa a barreira do blockbuster, tirando este filão da zona de conforto proporcionada pela ação desenfreada calcada somente em efeitos especiais, para abordar temas universais. É um filme que utiliza o mesmo fio condutor de “Vingadores: Guerra Infinita”, aprofundando questões como família, remorso, necessidade de união e amor em sua forma mais pura e verdadeira, mesmo que tudo isto implique em sacrifícios extremos em prol do bem maior. É uma experiência cinematográfica completa que coloca o espectador no carrinho de uma montanha-russa movida a emoções de todos os tipos, concluindo com dignidade a trajetória de alguns personagens do UCM e elevando o legado de Stan Lee à potência máxima.

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Assista ao trailer oficial legendado:

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