Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

O fenômeno ‘Vingadores’

A franquia “Os Vingadores” é uma das mais lucrativas da História do cinema (Foto: Divulgação).

Faltam dois dias para a estreia do filme mais aguardado de 2019, “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame – 2019), dos irmãos Anthony e Joe Russo. E enquanto o público se prepara para a jornada de três horas de duração nas salas de cinema e canais por assinatura disponibilizam programação especial não apenas com os três filmes já lançados da franquia “Os Vingadores” (The Avengers – iniciada em 2012), como também de outros títulos do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), uma breve retrospectiva se faz necessária para mostrar o fenômeno de bilheteria que encheu ainda mais os cofres da Disney.

 

“Homem de Ferro” deu o pontapé inicial para o fenômeno “Os Vingadores” (Foto: Divulgação).

A Marvel sabia exatamente onde queria chegar e começou a pavimentar o caminho de Os Vingadores ainda na Paramount com o lançamento de “Homem de Ferro” (Iron Man – 2008), de Jon Favreau, em abril de 2008. Apresentando um dos personagens mais carismáticos do UCM, a Marvel ainda reergueu a carreira de seu intérprete, Robert Downey Jr., após um período conturbado de sua vida pessoal que, inevitavelmente, afetou o lado profissional. O longa arrecadou cerca de US$ 585 milhões em todo o mundo, segundo o Box Office Mojo, e foi seguido por “O Incrível Hulk” (The Incredible Hulk – 2008), de Louis Leterrier, que apresentou o Projeto Vingadores em uma cena pós-crédito. Lançado em junho do mesmo ano, o filme solo do Gigante Esmeralda, produzido em parceria com a Universal Pictures, dividiu público e crítica, sobretudo devido à escolha de seu protagonista, Edward Norton, arrecadando US$ 263,4 milhões ao redor do globo.

 

Foram três anos de espera até que outros companheiros de Tony Stark / Homem de Ferro ganhassem seus próprios filmes, Thor (Chris Hemsworth) e Steve Rogers / Capitão América (Chris Evans). Lançado em abril de 2011, “Thor” (Idem – 2011), de Kenneth Branagh, custou US$ 150 milhões aos cofres da Paramount, faturando US$ 449,3 milhões mundialmente, pouco mais que “Capitão América: O Primeiro Vingador” (Captain America: The First Avenger – 2011), que estreou em julho do mesmo ano. Dirigido por Joe Johnston, o longa foi orçado em US$ 140 milhões, arrecadando US$ 370,5 milhões.

 

Neste período, a franquia “Homem de Ferro” já era uma realidade concreta e lucrativa que já havia emplacado uma sequência, “Homem de Ferro 2” (Iron Man 2 – 2010), também sob a direção de Favreau, orçada em US$ 200 milhões e com US$ 623,9 milhões em bilheterias mundiais. Com isso, o caminho estava pronto para a produção do ambicioso projeto que reuniria seis heróis da Marvel, ao custo de US$ 220 milhões para a Disney, proprietária da companhia desde 2009, garantindo a Bruce Banner / Hulk um novo intérprete: Mark Ruffalo.

 

“Vingadores: Era de Ultron” foi lançado em 2015 (Foto: Divulgação).

 

Com direção de Joss Whedon e reunindo Tony Stark / Homem de Ferro, Thor, Steve Rogers / Capitão América, Bruce Banner / Hulk, Natasha Romanoff / Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Clint Barton / Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), “The Avengers: Os Vingadores” (The Avengers – 2012) conquistou público e crítica na mesma intensidade, satisfazendo os fãs dos quadrinhos e conquistando a fatia da plateia que nunca havia lido nenhuma HQ. O resultado: US$ 1,5 bilhão em bilheterias ao redor do globo e a garantia de uma sequência lançada três anos depois.

 

Também dirigido por Whedon, “Vingadores: Era de Ultron” (Avengers: Age of Ultron – 2015) subiu a aposta da Disney / Marvel e contou com um orçamento estimado em US$ 250 milhões, introduzindo novos membros à equipe Vingadores, como James Rhodes / Máquina de Combate (Don Cheadle), Sam Wilson / Falcão (Anthony Mackie), Jarvis / Visão (Paul Bettany), Wanda Maximoff / Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff / Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson). Ao todo, o longa arrecadou US$ 1,4 bilhão.

 

Dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, “Vingadores: Guerra Infinita” arrecadou US$ 2,04 bilhões (Foto: Divulgação).

 

Enquanto o UCM seguia a todo vapor, produzindo títulos estrelados pelo Homem de Ferro, Thor, Capitão América e tantos outros personagens, a Disney e a Marvel preparavam o clima para o embate que deixaria o público grudado na poltrona: Vingadores versus Thanos (voz de Josh Brolin), em “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War – 2018), dos irmãos Russo. Orçado em US$ 321 milhões, o filme se tornou a maior abertura da História no mercado americano, faturando cerca de US$ 257,6 milhões. Era o início de um fenômeno de bilheteria que ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em todo o mundo – mais precisamente, US$ 2.048.359.754, segundo o Box Office Mojo.

 

Somente com os três filmes da franquia “Os Vingadores” já lançados, o UCM faturou US$ 4,9 bilhões, aproximadamente. É um resultado que fez da cinessérie o maior fenômeno da década, deixando a marca da Marvel cravada na História do cinema como uma das mais lucrativas e importantes, que, em meio à ação de super-heróis, ainda consegue transmitir mensagens urgentes ao seu público, sendo exaltada por pessoas de todas as idades.

 

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