Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘1917’ estreia no Telecine

“1917” é dirigido por Sam Mendes, vencedor do Oscar de melhor direção por “Beleza Americana” (Foto: Divulgação).

Conduzido com competência e segurança por Sam Mendes, “1917” (Idem – 2019) chegou à última temporada de premiações como um dos títulos mais badalados, inclusive como favorito ao Oscar de melhor filme, entregue ao sul-coreano “Parasita” (Gisaengchung – 2019, Coreia do Sul). Vencedor das estatuetas douradas de fotografia, efeitos visuais e mixagem de som, o longa é a “Superestreia” do Telecine Premium deste sábado, dia 12, às 22h.

 

Ambientado na Primeira Guerra Mundial, o filme começa na França em 04 de abril de 1917, mostrando a convocação do Cabo Tom Blake (Dean-Charles Chapman) pelo General Erinmore (Colin Firth), que precisa enviar uma mensagem a outro batalhão prestes a cair numa emboscada alemã. Entre os 1600 homens que Blake tem de salvar está seu irmão, o Tenente Joseph Blake (Richard Madden). E para acompanhá-lo na importante missão de entregar a mensagem ao Coronel Mackenzie (Benedict Cumberbatch), Tom escolhe seu amigo, o Cabo Schofield (George MacKay).

 

Utilizando o drama familiar como fio condutor, o longa aborda o sacrifício em prol do próximo, bem como as consequências do conflito sobre civis e a barreira idiomática. Tudo isso mantendo o ritmo narrativo da primeira à última cena, elevando a tensão à potência máxima para conceder ao espectador uma experiência cinematográfica impactante e claustrofóbica.

 

Estrelado por dois rostos pouco conhecidos do grande público, Dean-Charles Chapman e George MacKay, ambos em total sintonia, “1917” chama a atenção, também, por ser tecnicamente impecável. Esta é uma das produções de maior apuro técnico e estético dos últimos anos, algo que pode ser observado com propriedade na já citada fotografia de Roger Deakins, por exemplo. É um trabalho que faz jus a todos os prêmios recebidos e, sem dúvida alguma, é a obra-prima da filmografia de Sam Mendes.

 

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