Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘A Profissional’ prioriza a ação em detrimento do conteúdo

“A Profissional” é estrelado por Maggie Q e Michael Keaton (Foto: Divulgação).

Responsável por filmes como “007 Contra GoldenEye” (GoldenEye – 1995) e “007 Cassino Royale” (Casino Royale – 2006), o veterano cineasta Martin Campbell volta às salas de exibição, após hiato de quatro anos, com o thriller “A Profissional” (The Protégé – 2021), que entra em cartaz no Brasil nesta quinta-feira, dia 11, priorizando a ação em detrimento do conteúdo.

 

Roteirizado por Richard Wenk, de “Jack Reacher: Sem Retorno” (Jack Reacher: Never Go Back – 2016), “A Profissional” conta a história de Anna (Maggie Q), vietnamita que se tornou assassina profissional após ser salva ainda na infância por Moody (Samuel L. Jackson), a quem considera como pai. Mas o assassinato de seu protetor a coloca numa missão de cunho pessoal guiada pela vingança, tendo como oponente Michael Rembrandt (Michael Keaton).

 

“A Profissional” acerta nas sequências de ação, que exploram com perspicácia o jogo cênico dos atores, sobretudo de Maggie Q e Michael Keaton. Esbanjando química em cena, a dupla é a responsável por despertar algum interesse junto ao espectador devido ao relacionamento complexo construído, uma vez que há envolvimento amoroso que, de certa forma, remete a outro filme estrelado por Keaton, “Batman O Retorno” (Batman Returns – 1992), de Tim Burton, no que tange à relação movida pela atração física, mas dificultada pelo fato de os personagens lutarem por objetivos distintos.

 

Com uma trama incapaz de sair da superfície, principalmente por não trabalhar com propriedade os traumas do passado da protagonista, “A Profissional” não mantém o ritmo narrativo do início ao fim e, graças ao uso excessivo de clichês inerentes ao gênero no qual está inserido, acaba caindo na perigosa armadilha da mesmice. Com isso, funciona somente como passatempo como tantos outros exibidos na faixa “Domingo Maior” da Rede Globo.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

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