Imperatriz recorre na Justiça e pede afastamento de Jorge Castanheira da presidência da Liesa

Desfile Imperatriz 2019. Foto: Leandro Milton/SRzd

A novela ‘virada de mesa’ ainda não acabou. Antes mesmo da Assembleia Geral da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que determinou o rebaixamento da Imperatriz, a verde e branco, sabendo de sua iminente queda, recorreu à Justiça para afastar o presidente da entidade, Jorge Castanheira.

Por volta das 16 horas desta quarta (10), a advogada da Imperatriz, Valéria Gomes Stelet, entrou com um agravo de instrumento para que o Poder Judiciário revise a decisão proferida na terça-feira (9), quando negou a liminar da verde e branco para afastar Castanheira e impedir a reunião da ‘desvirada de mesa’.

No recurso, a advogada da Imperatriz solicita que Jorge Castanheira “se abstenha de continuar praticando qualquer ato relacionado ao cargo que renunciou” (de presidente) e que a “Liesa emposse no cargo de presidente da Diretoria Executiva, o atual vice-presidente (Zacarias de Oliveira), no prazo de cinco dias”.

Como argumento, a agremiação alega que a postura de Castanheira em continuar exercendo atividades de presidente ao dizer que “estaria diligenciando para que houvesse a transição” coloca a Liesa em “uma situação forçada de ausência de representação”.

“Não é demais lembrar que a renúncia foi formalizada em assembleia e devidamente registrada em ata, com a presença de quórum totalmente qualificado, não havendo que ser questionada nenhuma deliberação da assembleia”, diz trecho do agravo de instrumento.

Renúncia e ‘desrenúncia’ de Castanheira

Jorge Castaneira na Assembleia Geral da Liesa (10/07/19). Foto: Henrique Matos

Após a reunião plenária do dia 3 de junho, onde a maioria dos dirigentes decidiu virar a mesa e não rebaixar a Imperatriz, o então presidente da Liesa, Jorge Castanheira, renunciou ao cargo maior da Diretoria Executiva da entidade.

Daí em diante, surgiram nomes de possíveis sucessores do ex-mandatário, que concorreriam em um novo pleito da Liesa, já que tudo indicava que o vice-presidente Zacarias de Oliveira, ao assumir a presidência, convocaria novas eleições. Rodrigo Pacheco, da Mocidade Independente, foi o primeiro a lançar oficialmente a candidatura.

Na noite desta quarta-feira (10), após a assembleia geral que sacramentou a queda da Imperatriz, Jorge Castanheira disse ter repensado sua decisão de abandonar a presidência da Liesa. Os motivos que levaram o dirigente a ‘desrenunciar’ ao cargo foram: a manutenção do regulamento do Carnaval 2019 e um clamor dos presidentes das agremiações que solicitaram a continuidade do gestor.

“Ao final da reunião, foi solicitada minha permanência. A gente está aqui disposto a ajudar e dar continuidade a tudo que fazemos. Eu tinha condicionado a minha renuncia à virada de mesa, por conta dos compromissos assinados. Ao final houve uma aclamação para eu não entrar com carta de renúncia”, disse Castanheira.

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