Sergio Moro está com os dias contados no governo, diz site

Sérgio Moro. Foto: Reprodução de Internet

Sérgio Moro. Foto: Reprodução de Internet

O ex-juiz e atual ministro Sergio Moro está com os dias contados no governo federal. É o que indica reportagem publicada neste sábado (24) pelo jornalista Jailton Carvalho, no jornal “O Globo”, sob o título “O gatilho do desgaste”.

Segundo Carvalho, Jair Bolsonaro decidiu inviabilizar a permanência de Moro no governo depois que o ex-juiz procurou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para pedir que ele revisse uma decisão que impede investigações que usem dados do Coaf, órgão de controle financeiro, sem autorização judicial. A decisão de Toffoli foi interpretada como uma medida que blinda o senador Flávio Bolsonaro, envolvido no caso Queiroz..

Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido foi a gota d’água. “A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente”, escreveu Carvalho.

Como Moro foi a Toffoli para reverter a medida, Bolsonaro, que na prática atua para estancar a sangria da corrupção, teve uma reunião duríssima com Moro no dia 28 de julho.

“Se o senhor não pode ajudar, por favor não atrapalhe”, disse ele ao ex-juiz no momento mais tenso da reunião. o final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça”.

Segundo a reportagem, desde então, Moro tem sofrido sucessivas derrotas. A recente interferência na PF é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder do ex-juiz no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro. Perdeu o Coaf para o Banco Central e apesar dos ataques à sua prometida autonomia, Moro permanece calado.

Quando confirmou o convite para Moro ser ministro, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria “liberdade total” para o combate à corrupção e ao crime organizado.

Questionado pela imprensa nos últimos dias se considera que perdeu a carta branca que lhe havia sido prometida, Sergio Moro não respondeu.

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