Pesquisadora britânica defende uso científico do ácido lisérgico (LSD)

Uma cientista britânica defende a liberalização do ácido lisérgico (mais conhecido como LSD) para experiências neurocientíficas. Segundo Amanda Fielding, diretora da entidade científica Beckley Foundation, o LSD, conhecido como uma droga “psicodélica” e utilizado em larga escala durante as décadas de 1960 e 1970, não causa vício e nem é tóxica.

“Com essas drogas, poderíamos analisar como as mudanças no nosso cérebro
alteram o que a gente vê e sente. Poderíamos aprender como nossa mente
funciona”, explicou Amanda, em um artigo divulgado no site da revista científica “Galileu”.

A cientista considera uma contradição a dificuldade em conseguir autorização para usar o LSD em estudos científicos legais, enquanto que um cidadão comum consegue a droga em qualquer esquina.

Amanda diz que a droga pode servir para amenizar o sofrimento de doentes em estado terminal e seria útil para combater vícios de outras substâncias.

O ácido lisérgico foi criado em 1943 pelo químico suíço Albert Hoffman, como um analgésico para dores de cabeça. A droga ganhou mais popularidade durante a época da contracultura, na década de 1960. Após registros de doenças mentais e suicídios provocados pelo uso excessivo, o ácido foi proibido e passou a fazer parte do rol de drogas ilegais, como cocaína e maconha.

O caso mais conhecido de loucura causado pelo LSD foi do integrante da banda inglesa Pink Floyd, Syd Barret (foto). Ele desenvolveu esquizofrenia e morreu em 2006.

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