Niterói ainda não superou trauma do incêndio em circo que matou mais de 400 pessoas

foto divulgação ComlurbAutor procura relato para livro sobre a tragédia que despertou a figura do Profeta Gentileza

Mesmo 38 anos depois, o município de Niterói ( Grande Rio) ainda não se recuperou do  trauma do incêndio do  Gran Circus Norte-Americano, que matou mais  400 pessoas.  Por décadas foi proibido erguer lonas na região e até hoje, mesmo após liberação,  a bilheteria  desse tpo de atração não é das melhores na cidade.

“Esse trauma é muito presente, muito vivo na mente do niteroiense. Boa parte dos moradores tinha amigos ou parentes envolvidos. E os mais novos cresceram ouvido essas histórias de pais e avós. Até hoje, todos  tem alguma história para contar referente ao caso”  – revela o jornalista Mauro Ventura – que está escrevendo um livro sobre o episódio.

Da tragédia surgiu a figura emblemática do Profeta Gentileza.  Transformado em enredo por Jozãozinho Trinta para a Grande Rio, título de música de Marisa Monte e tema de filme, era dono de uma transportadora largando tudo após ouvir a notícia pelo rádio.

“Ergueu um jardim e uma horta nos escombros e ficou por 4 anos acampado no local consolando os parentes. Depois, virou  o andarilho que ficou conhecido por pregar a gentileza e por grafar mensagens nas pilastras dos viadutos.” – explicou Ventura que conta com relatos para a confecção do seu livro.

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