Iniciativa que já doou mil livros ganha apoios e vira campanha

Winnieteca. Foto: Reprodução

Winnieteca. Foto: Reprodução

Em 20 de novembro de 2018, Dia da Consciência Negra, a iyalorixá, ativista e acadêmica Winnie Bueno (@winniebueno) usou sua conta no Twitter para encorajar pessoas brancas a comprar um livro para um ativista negro que dele precisasse. Após diversas respostas positivas, nasceu o projeto que desde então já doou mais de 1.000 livros para pessoas negras. A partir desta terça-feira (19), a iniciativa se transforma na campanha #PedeUmLivro, com apoio do Twitter e de Geledés – Instituto da Mulher Negra (@geledes).

Como parte do projeto, a conta Winnieteca (@winnieteca) foi criada especialmente para reunir os pedidos dos livros e as ofertas dos doadores por meio de uma automação e facilitar as conexões entre as pessoas. Para iniciar o processo, basta acessar o perfil @winnieteca, enviar uma Mensagem Direta (DM) e seguir as instruções. Para quem busca um livro, é necessário incluir as informações da obra e fazer um cadastro rápido pela própria DM. Aos que querem doar, é preciso entrar em contato com a pessoa que receberá o livro após receber as informações do pedido. É importante que os participantes habilitem as configurações para que possam receber DMs de qualquer pessoa.

Para Winnie Bueno, “a Winnieteca alia o potencial criativo de mulheres negras de buscar soluções para os problemas da comunidade ao poder que empresas têm de fomentar essa criatividade. O Twitter é uma ferramenta que serve de arena para uma série de diálogos sobre o racismo; o Geledés é uma organização do movimento negro que mantém vivo o ativismo de mulheres negras. Essa combinação amplia a visibilidade da campanha e, também, a urgência de adotarmos uma postura combativa a respeito do racismo”.

Toda a conversa será reunida pelo uso da hashtag #PedeUmLivro, que conta também com um emoji especial.

Além disso, a conta de Geledés promoverá os conteúdos publicados pelo novo perfil. “O #PedeUmLivro é um projeto muito importante para a comunidade negra, permite que a generosidade seja exercida de forma especial e empodera pessoas por todo o país. Queremos engajar nossa audiência para que cada vez mais negros tenham acesso a livros que precisam”, afirma Sueli Carneiro, fundadora e diretora do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

O Twitter participa do projeto ofertando créditos em publicidade na plataforma. Para Fernando Gallo, gerente de políticas públicas da empresa no Brasil, o #PedeUmLivro está diretamente conectado com a missão do Twitter. “O propósito do Twitter é servir à conversa pública. Apoiar um projeto que tem tamanho impacto na vida de pessoas negras, que dá visibilidade à causa negra e promove a equidade racial é algo que nos alegra e nos ajuda a promover uma conversa saudável e civilizatória na plataforma”.

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