Demissão de Levy do BNDES foi ‘covardia sem precedentes’, diz Rodrigo Maia

Rodrigo Maia. Foto: Agência Brasil

Rodrigo Maia. Foto: Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, comentou nesta segunda-feira (17), em evento promovido pela Bandnews em São Paulo, a saída de Joaquim Levy do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, foi uma “covardia sem precedentes” a forma com que o economista deixou o posto.

“Uma pena [para o Brasil] ter perdido um nome como o Joaquim Levy . Em especial, a forma como ele saiu foi uma covardia sem precedentes”, declarou Maia.

“Não digo nem do presidente , digo de quem nomeou, que é o ministro da Economia [Paulo Guedes].” Segundo o presidente da Câmara, era responsabilidade de Guedes “garantir o equilíbrio dessas relações”, completou.

Levy deixou o cargo de presidente do BNDES no último domingo (16), após ameaças públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro cobrando a demissão de Marcos Barbosa Pinto, que atuou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e foi nomeado como chefe da área de Mercado de Capitais do banco.

Após o atrito entre governo e a chefia do BNDES , funcionários do banco convocaram ato para a próxima quarta-feira (19) contra a “antipatriótica desconstrução da instituição, em especial a medida do relator da reforma da Previdência de acabar com os repasses constitucionais do PIS/Pasep para o Banco”.

Na semana passada, foram demitidos por Bolsonaro: o presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas, por considerá-lo amistoso com os indígenas; o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por tirar fotos com parlamentares de esquerda durante uma visita à Câmara e por ter se comportado como “sindicalista” em ser contrário à privatização da estatal, avalizada pelo presidente, e o secretário de Governo, general Santos Cruz, por opor-se à ordem unida na comunicação governamental.

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