Boa aparência ajuda mulheres, não homens

Mulheres que disputam altos cargos executivos precisam parecer competentes e atraentes, de acordo com um novo estudo dos Estados Unidos. Para candidatos masculinos, parecer competente é suficiente.

A descoberta pode ajudar a justificar os pesados gastos com maquiagem e roupas novas da candidata republicana à vice-presidência da Casa Branca, Sarah Palin, enquanto se discute as necessidades de um homem como o senador John Edwards, que gasta apenas com o corte de cabelo.

Para os candidatos homens, a única coisa que importa é a competência, enquanto as eleitoras femininas preferem aquelas com competência e boa aparência. Mas para “candidatas femininas para uma eleição hipotética para a presidência dos Estados Unidos, tanto os eleitores homens quanto as mulheres estavam mais suscetíveis a votar em candidatos que eram eficientes e atraentes”, afirmou Joan Y Chiao, do Departamento de Psicologia da Universidade Northwestern.

“O que realmente importa em relação às candidatas femininas é se elas são vistas como competentes e atraentes. Essas duas qualidades são como irmãs para determinar se alguém vai votar ou não nessas pessoas”, Chiao sublinhou.

O cientista explicou que existem diversas teorias, mas a mais provável é a que está ligada com a maneira pela qual as pessoas escolhem seus amigos.

“Existe muito o que falar sobre o pensamento dos eleitores. Eles pensam: ‘Com quem eu gostaria de sair para tomar uma cerveja?’ quando avaliam os potenciais candidatos. Os instintos que fazem as pessoas votar em um candidato operam, todos, inconscientemente”, a médica explicou.

Para fazer o estudo, Chiao e seus colegas reuniram fotos de candidatos ao Congresso americano das eleições de 2006, e pediram a 76 universitários para avaliar os candidatos pela competência, auto-controle, aparência e acessibilidade. Nenhum dos estudantes reconheceu qualquer um dos candidatos e a maioria nunca havia votado em uma eleição.

Além disso, homens tendem a ser qualificados como mais competentes que mulheres. As estudantes julgaram os candidatos como mais dominantes, enquanto os universitários não viram qualquer diferença no quesito de dominância.

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