Betinho é reconhecido como anistiado político pelo Ministério da Justiça

O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho (morto em 1997) foi declarado anistiado político nesta última quarta-feira pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por perseguições sofridas durante a Ditadura Militar (1964-1985). A família dele vai ter direito a pagamento retroativo de salários no total de R$ 207.738,79, referentes ao cargo de coordenador técnico do Ministério da Educação, do qual Betinho foi afastado em 1969. Além disso, o Estado vai pagar indenização de R$ R$ 2.294,61 por mês.

A viúva de Betinho, Maria Nakano, também recebeu anistia política: vai receber pensão de R$ 1.205,53 e pagamento retroativo de R$ 109.103,53, referentes ao cargo de professora pública. Ela não pode assumir a função por ser considerada foragida política pelo governo militar.

Um pedido da família do sociólogo foi negada pela comissão: o recebimento de indenização em parcela única de R$ 100 mil por perda de direitos políticos. A alegação é de que a concessão de ressarcimento não tem caráter cumulativo com a perda de função laboral.

Betinho foi militante da Ação Popular (AP), grupo esquerdista ligado à Igreja Católica, antes de se exilar no Chile em 1971. Com o restabelecimento da democracia, passou a coordenar a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, pelo desenvolvimento social e econômico das classes desafavorecidas.

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