Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Hotel Transilvânia 4’: Sony e Amazon negociam acordo milionário

“Hotel Transilvânia 4” é dirigido por Derek Drymon e Jennifer Kluska (Foto: Divulgação).

Animação aguardada com ansiedade pelo público, “Hotel Transilvânia 4” (Hotel Transylvania: Transformania – 2021) poderá chegar ao streaming sem passar pelas salas de exibição em mais um golpe promovido pelo novo coronavírus contra o circuito exibidor, que entra em fase de retrocesso após dar seus primeiros passos rumo à recuperação graças às estreias de “Um Lugar Silencioso – Parte II” (A Quiet Place Part II – 2021), “Velozes & Furiosos 9” (F9: The Fast Saga – 2021) e “Viúva Negra” (Black Widow – 2021). De acordo com o The Hollywood Reporter, a Sony Pictures negocia os direitos de exibição do longa com a Amazon Prime Video por US$ 100 milhões. Este movimento do estúdio já era esperado, mas as apostas eram para a Netflix, que lançou outros títulos da Sony diretamente em seu catálogo, entre eles, a animação “Vivo: Um Amigo Show” (Vivo – 2021).

 

Esta negociação ganhou força na última semana, quando a Sony anunciou novo adiamento de um de seus filmes mais aguardados, “Venom: Tempo de Carnificina” (Venom: Let There Be Carnage – 2021), movida pelo temor da rápida propagação da variante Delta, originada na Índia – no Brasil, o epicentro da Delta é o município do Rio de Janeiro. A decisão do estúdio teve como objetivo evitar prejuízo nas bilheterias, uma vez que a procura do público diminuiu no mercado americano por causa do aumento de casos de Covid-19. E, desde então, outros adiamentos são esperados por diversas companhias, como também a migração de tantos outros títulos com lançamentos previamente agendados no circuito para o streaming, envolvendo acordos milionários daqueles que não possuem plataforma própria, como a Sony.

 

O estúdio não emitiu nenhum comunicado oficial até o momento, mas caso o acordo com a Amazon seja concretizado, o circuito exibidor terá de encarar o novo capítulo imposto pela pandemia enquanto tenta encontrar uma solução para a crise financeira oriunda da sanitária neste “2020 – Parte 2”, que parece um filme de terror exibido ininterruptamente.

 

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