Eduardo Ritschel. Foto: Divulgação

Eduardo Ritschel

Formado em Jornalismo e Administração de Empresas, atua há mais de 25 anos como consultor de comunicação para empresas em diversos segmentos, com destaque para as áreas de Educação e Saúde.

Microfone ganha novo papel em sala de aula

Hermine Tham: inovação promove engajamento em sala de aula

Hermine Tham vive no Brasil desde 2013, mas foi em sua terra natal, a Suécia, que conheceu durante uma viagem de férias um cubo colorido que era jogado de um lado para outro para os alunos usarem como um microfone. Ao passar numa escola, viu um microfone sem fio fácil de manipular para qualquer criança e que garantia que todos os alunos estivessem ligados na atividade, desejando participar e pensando ativamente no material de aprendizagem daquele momento.

A ideia nasceu bem antes, em 2012, na Universidade de Aalto, na Finlândia. Três alunos – Timo Kauppila, Mikelis Studers e Pyry Taanila, percebiam durante as palestras como era lenta uma das partes mais importantes do aprendizado – a fase das perguntas e respostas. E se o microfone que passava pelas filas de pessoas sentadas pudesse ser jogado? Seria muito mais rápido e divertido, O trio testou diferentes formas, tamanhos e componentes com foco na segurança para combinar suavidade com a durabilidade: o primeiro Catchbox nasceu e os professores ficaram entusiasmados ao ver seus alunos mais envolvidos.

Por mais engajamento em sala de aula
O microfone passou então a ter um novo papel e foi aperfeiçoado para atuar no apoio ao modelo de engajamento dos alunos no processo educacional. Alunos estimulados participando das discussões e debates promovidos nas aulas, palestras e eventos escolares aprendem a discutir e formular seus argumentos, habilidades importantes no ambiente profissional atual. Sem fio, ele acaba com o tédio das apresentações e estimula a interação para reflexão sobre os temas com maior impacto sobre o processo de aprendizado.

“Percebi que a natureza lúdica do Catchbox quebrava o gelo em sala de aula e iluminava o clima, tornando a participação divertida em vez de compulsória”, conta Hermine. “O ato de arremessar e pegar também acrescenta atividade física ao aprendizado, criando uma mudança de ritmo em um ambiente onde as crianças ficam muito tempo sentada”, completa.

Sócia do marido Guilherme Macedo em uma empresa de tecnologia móvel no Brasil, Hermine teve a ideia de trazer aquela novidade para o país a partir do começo deste ano. “Recebemos várias manifestações de professores que reconheceram que o microfone muda a dinâmica na sala de aula, ajudando a tornar a aprendizagem divertida e eficaz ao mesmo tempo”, explicou Hermine.

Especialistas destacam que, com a novidade, todos participam da discussão e, ao mesmo tempo, desenvolvam suas habilidades de argumentação e comunicação. Ao ampliar o som e agir como uma caixa de ressonância, os alunos tímidos recebem uma voz que não é abafada pelos participantes mais barulhentos.

Algumas grandes instituições de ensino já aprovaram a utilização da novidade como ferramenta em seus processos pedagógicos e de engajamento de seus alunos. Foi o caso da Fundação Dom Cabral, do Colégio Magno/Mágico de Oz de São Paulo e do Grupo Marista, que concentra sua atuação nos estados da região Centro-Sul do Brasil

O equipamento também tem chamado a atenção em conferências, palestras, workshops, reuniões de gerenciamento ou até mesmo em uma teleconferência para estimular conversas espontâneas e sem formalidades. Uma ferramenta de apoio na estratégia de apresentação e integração.

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