Claudio Francioni. Foto: Nicolas Renato Photography

Claudio Francioni

Carioca, apaixonado por música. Em relação ao assunto, estuda, pesquisa e bisbilhota tudo que está ao seu alcance. Foi professor da Oficina de Ritmos do Núcleo de Cultura Popular da UERJ, diretor de bateria e é músico amador, já tendo participado de diversas bandas tocando contrabaixo, percussão ou cantando.

Salve a Rainha Rita!

Rita Lee. Foto: Guilherme Samora/Divulgação

Rita Lee. Foto: Guilherme Samora/Divulgação

Não fomos pegos de surpresa. Há dois anos acompanhávamos a sua luta contra o câncer, inclusive através de postagens recentes nas redes sociais. Mas não há como negar que a chegada da notícia é devastadora. Como diz um grande amigo, antes de Rita, tudo era mato. Mesmo com todo o movimento da Jovem Guarda, o gênero importado dos EUA só começa a se tornar roquenrôu após a chegada de Rita, Arnaldo e Sérgio.

Depois de pegarem o país de surpresa ao dividirem o palco com Gil no Festival da Canção de 67, os meninos Mutantes misturaram todas as influências estrangeiras e brasileiras para gerar um som inédito pra época e, se bobear, não igualado até os dias de hoje. E, por mais que estivesse acompanhada de dois gênios, Rita era a cara do trio. Quando larga o grupo para partir para um voo solo, Rita impressiona por sua postura, seu discurso, sua atitude. E permanece sob um brilho inabalável, tanto com o Tutti Frutti como na sua fase mais pop, ao lado de outra mente genial chamada Roberto de Carvalho.

Em tudo que botou a mão, produziu dúzias de clássicos para a música nacional. Rita parte nos deixando um legado incomparável. Lamentavelmente, talvez pelo momento atual do nosso cenário musical, não vemos no horizonte alguém que siga seus ensinamentos. Então, que brilhe eternamente a obra e a estrela de nossa Rainha!

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