Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘The Silence’: a nova produção original Netflix

“The Silence” estreou na plataforma digital no último dia 12 (Foto: Divulgação).

Na última sexta-feira, dia 12, a Netflix disponibilizou em seu catálogo mais uma de suas produções originais: “The Silence” (Idem – 2019). Dirigido por John R. Leonetti, de “Annabelle” (Idem – 2014), o longa remete imediatamente ao sucesso “Um Lugar Silencioso” (A Quiet Place – 2018), de John Krasinski, cunhado do protagonista Stanley Tucci na vida real. Apesar de conter elementos vistos no filme de Krasinski, a história de “The Silence” o precede, pois é a adaptação do livro homônimo de Tim Lebbon, lançado em 2015.

 

A nova produção Netflix conta a história de uma família americana que se desespera ao saber que o leste dos Estados Unidos está sendo devastado por uma infestação de “vespas”, que foram liberadas de uma caverna por exploradores e se atacam atraídas pelo mínimo barulho. Assim, Hugh Andrews (Tucci) e sua família partem numa jornada de sobrevivência, sendo ameaçados inclusive por fanáticos religiosos, enquanto precisam se manter em silêncio total, comunicando-se somente por linguagem de sinais, algo que dominam porque Ally (Kiernan Shipka) é deficiente auditiva.

 

Personagem de Stanley Tucci assume a responsabilidade de salvar a família do ataque das vespas (Foto: Divulgação).

 

No que tange às criaturas que amedrontam a população americana, “The Silence” surge como uma mistura de “Os Pássaros” (The Birds – 1963), de Alfred Hitchcock, e a franquia “Jurassic Park” (Idem), criada por Steven Spielberg em 1993, sobretudo “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (Jurassic World – 2015), com pitadas de “Alien” (Idem – 1979), de Ridley Scott.

 

Irregular tecnicamente, “The Silence” conta com um roteiro simplório que não aprofunda nenhuma das questões abordadas na telinha, principalmente das subtramas envolvendo não apenas Ally, mas sua avó, Lynn (Kate Trotter), gravemente doente. Além disso, a ação se desenvolve atropelando fatos de maneira a criar situações fáceis para o roteiro, algo que se reflete no resultado final.

 

Com a coerência narrativa prejudicada, o longa perde as características dos dois gêneros cinematográficos aos quais é classificado, horror e suspense, pois não coloca os personagens num ambiente cuja tensão é construída com propriedade. Isto o torna previsível em diversos momentos, expondo ainda mais as pontas soltas do roteiro de Carey e Shane Van Dyke.

 

“The Silence”, no fim das contas, é um filme sobre sobrevivência e a habilidade do ser humano em se adaptar à nova realidade, composta por perigos de todos os tipos, tendo como destaque positivo somente o comprometimento do elenco, que faz o possível para segurar o longa mesmo com o material fraco que lhes foi oferecido.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

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