Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’: sacrifício e legado

Em 1977, George Lucas deu o pontapé inicial de uma das maiores franquias do cinema mundial ao lançar “Guerra nas Estrelas” (Star Wars – 1977). Também chamado de “Star Wars: Episódio IV: Uma Nova Esperança” (Star Wars: Episode IV – A New Hope), o longa apresentou personagens que rapidamente se tornaram objetos de adoração ao redor do globo, transformando espectadores em fiéis.

 

Filme é um dos mais aguardados do ano (Foto: Divulgação / LucasFilm).

Concluída em 1982 com “Star Wars: Episódio VI – O Retorno do Jedi” (Star Wars: Episode VI – Return of the Jedi – 1982), a trilogia original deixou o público com diversas perguntas sem respostas, algumas delas respondidas na segunda leva de filmes, que mostra a história pregressa dos Skywalker, iniciada há 20 anos com “Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma” (Star Wars: Episode I – The Phantom Menace – 1999). No entanto, uma pergunta permaneceu no ar durante bastante tempo: o que aconteceu após os eventos de “O Retorno de Jedi”? A resposta veio em três longas-metragens, o último deles, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (Star Wars: Episode IX – The Rise of Skywalker – 2019), é a principal estreia desta quinta-feira, dia 19, nos cinemas brasileiros.

 

Selecionado para a Mostra Panorama do Cinema Mundial da 21a edição do Festival do Rio, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” mostra as consequências da Força em Kylo Ren (Adam Driver) e Rey (Daisy Ridley), que tenta completar seu treinamento Jedi, orientada pela General Leia Organa (Carrie Fisher). Em meio a isso, a galáxia é ameaçada pelo retorno do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), que avisa: “A Primeira Ordem foi só o começo”. Mais do que isso não deve ser dito para evitar spoilers.

 

Com direção de J.J. Abrams, de “Star Wars – O Despertar da Força” (Star Wars: Episode VII – The Force Awakens – 2015), o novo longa mantém a essência da saga criada por George Lucas, respeitando o verdadeiro fio condutor desta ficção-científica: o drama familiar. Desta forma, o filme trabalha os dramas de Rey e Kylo, esmiuçando seus respectivos medos e, obviamente, como eles os tornam vulneráveis à influência do lado mais sombrio da Força – “Confrontar o medo é o destino de um Jedi”.

 

Brincando a todo instante com a memória afetiva da plateia, o roteiro de J.J. Abrams e Chris Terrio equilibra satisfatoriamente drama e ação, tendo como principal alicerce a montagem perspicaz de Maryann Brandon e Stefan Grube, que mantém o ritmo narrativo ágil no decorrer de quase duas horas e meia de duração. Outro fator é imprescindível para tornar o novo capítulo da saga Skywalker crível: a comunhão do elenco. Contudo, três nomes se destacam: Daisy Ridley, Adam Driver e Carrie Fisher.

 

Eterna Princesa Leia, Carrie Fisher faleceu em dezembro de 2016 (Foto: Divulgação / Disney).

 

Protagonista da nova trilogia, Daisy Ridley realiza um trabalho mais maduro por explorar as emoções de Rey com muita naturalidade, impressionando, ainda, nas sequências de ação repletas de lutas, principalmente com Adam Driver. No papel do neto de Darth Vader, Driver mergulha no drama de um homem atormentado pelo passado, sobretudo pela memória do pai, Han Solo (Harrison Ford), nutrindo carinho pela mãe, Leia, que chama a atenção pelo respeito de Abrams à memória de Carrie Fisher. A atriz, falecida em 2016, aparece em cenas que foram deletadas dos cortes finais dos dois longas anteriores, equilibrando força e sensibilidade em meio ao caos e à dor materna.

 

Primando por seu design de produção, fotografia e efeitos visuais e sonoros, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” é um filme sobre sacrifício, legado e respeito. Para isto, transmite uma mensagem recorrente dos filmes da Disney na atualidade: a importância da união em prol do bem comum, aqui, a galáxia que sofre as consequências da luta entre Jedis e Siths. É uma produção que conclui a saga dos Skywalker com dignidade, abrindo novas possibilidades para o futuro da franquia.

 

* A Disney solicitou às redes de cinema americanas que alertem aos clientes que “Star Wars: A Ascensão Skywalker” contém sequências com luzes que piscam com intensidade, podendo causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível, que afeta cerca de 3% dos pacientes diagnosticados com epilepsia. “Por uma abundância de cautela, nós recomendamos que você coloque, no seu cinema, um aviso com as seguintes informações: ‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’ contém várias sequências com imagens e flashes persistentes que podem afetar pessoas suscetíveis à epilepsia fotossensível, ou portadoras de outras fotossensibilidades”, diz o comunicado oficial do estúdio. De acordo com a Variety, em matéria publicada no último dia 06, o alerta foi emitido pela Disney em parceria com a Epilepsy Foundation.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

Comentários

 




    gl