Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘O Pergaminho Vermelho’: animação brasileira na Disney+

“O Pergaminho Vermelho” é dirigido por Nelson Botter Jr. (Foto: Divulgação).

Repleta de títulos que têm o lúdico como força motriz, a Disney+ disponibilizou recentemente sua primeira animação original brasileira, “O Pergaminho Vermelho” (2021), de Nelson Botter Jr.

 

Contando a história de Nina (voz de Marina Sirabello), menina que sofre com o iminente divórcio dos pais e, após uma briga familiar, é transportada para o mundo mágico de Telurian, onde precisa enfrentar a vilania de Lorde Dark (voz de Nelson Machado), “O Pergaminho Vermelho” chama a atenção pela mistura de elementos inseridos com perspicácia graças à trama bem construída. Desta forma, o público encontra referências tanto ao clássico Disney “A Branca de Neve e os Sete Anões” (Snow White and the Seven Dwarfs – 1937) e à série “Lost” (Lost – 2004 – 2010) quanto a desenhos animados bastante populares nos anos 1980, principalmente “Caverna do Dragão” (Dungeons & Dragons – 1983 – 1985), “He-Man” (He-Man and the Masters of the Universe – 1983 – 1985) e “Os Smurfs” (The Smurfs – 1981 – 1989), este último não por personagens, mas por um dos cenários que remete à Vila Smurf, que também encontra espaço para homenagear o folclore brasileiro.

 

Proporcionando à fatia adulta da audiência uma viagem nostálgica, “O Pergaminho Vermelho” é uma produção impecável no que tange ao seu rigor técnico, pois explora detalhes não apenas de seus personagens, como também dos cenários, muitos deles rebuscados e, por vezes, bebendo da fonte do Expressionismo Alemão.

 

Atendendo às atuais demandas da sociedade e, consequentemente, ao compromisso da Casa do Mickey em investir em títulos calcados em representatividade, diversidade e inclusão, ao apostar numa protagonista feminina e destemida, “O Pergaminho Vermelho” é sobre a importância de descobrir seu lugar no mundo, assumindo responsabilidade de seus atos para, então, encontrar soluções para os problemas cotidianos.

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