Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘O Ninho’ chega aos cinemas brasileiros

“O Ninho” é dirigido por Roberto De Feo (Foto: Divulgação).

Lançado comercialmente no circuito italiano em 2019, o terror “O Ninho” (Il Nido – 2019, Itália) chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 11, prometendo uma experiência surpreendente à plateia.

 

Com direção de Roberto De Feo, “O Ninho” conta a história de Samuel (Justin Korovkin), garoto paraplégico que vive isolado numa mansão no meio da floresta com sua mãe e os empregados da família. Mas a inesperada chegada de Denise (Ginevra Francesconi) muda radicalmente a vida de Samuel, que começa a questionar as atitudes da mãe e a sonhar com o mundo exterior.

 

Construindo sua narrativa com cuidado para acentuar o mistério que ronda o local, “O Ninho” aborda variadas questões no decorrer de quase duas horas de duração, permitindo ao espectador a montagem de um quebra-cabeça aparentemente composto por peças macabras. Contudo, a engenhosidade do roteiro de Roberto De Feo, Lucio Besana e Margherita Ferri é o principal trunfo deste longa, que conta com elenco em perfeita sintonia.

 

Dentre os atores, o trio formado por Korovkin, Francesconi e Francesca Cavallin (Elena) é o grande destaque. Enquanto Korovkin compõe seu personagem de maneira a expor as descobertas da adolescência, Francesconi aposta num misto de rebeldia e liberdade que contrastam com o ambiente rígido e, por que não dizer, hostil. Contudo, Cavallin ofusca aos colegas por trabalhar as nuances da mãe controladora numa espécie de universo paralelo e constantemente apavorada com a possibilidade de ver seu ninho vazio, impedindo o filho de viver normalmente. É um trabalho interessante que passeia com naturalidade pela loucura, maldade e, também, pelo instinto materno.

 

Eficiente ao criar a atmosfera de suspense com pitadas de terror, “O Ninho” prepara o público para a eclosão do conflito familiar, impulsionado pela presença de Denise. No entanto, o clímax não acontece da maneira esperada, mostrando que há uma justificativa por trás do cenário que beira o bestial.

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