Ana Carolina Garcia. Foto: SRzd

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Lightyear’: bilheteria fica abaixo do esperado e não supera ‘Jurassic World: Domínio’ nos EUA

“Lightyear” é um dos spin-off’s da franquia “Toy Story” (Foto: Divulgação).

Iniciada em 1995, a franquia “Toy Story” (Toy Story) revolucionou o cinema de animação na mesma proporção em que conquistou crítica e público, tornando-se uma das mais rentáveis da indústria cinematográfica. O sucesso possibilitou diversos spin-off’s, parte considerável deles para a televisão. No entanto, não há como negar, que o mais aguardado estava agendado para a tela grande: “Lightyear” (Lightyear – 2022, EUA), de Angus MacLane, que estreou na última quinta-feira (16), mas com arrecadação abaixo da esperada – US$ 85,6 milhões em todo o mundo, sendo US$ 51 milhões no mercado americano, de acordo com o Box Office Mojo.

 

Primeira produção Disney/Pixar a ser lançada nos cinemas desde “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” (Onward – 2020, EUA), que entrou em cartaz poucos dias antes de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar pandemia de Covid-19, implicando no fechamento das salas de exibição, “Lightyear” é a animação de maior abertura do cenário pandêmico nos Estados Unidos, mas, mesmo assim, é a segunda menor do estúdio, ficando atrás somente de “Carros 3” (Cars 3 – 2017, EUA), que faturou US$ 53,6 milhões em sua estreia, de acordo com a Variety.

 

Apesar da arrecadação significativa, “Lightyear” não teve força para lutar contra os dinossauros da Universal Studios, que permaneceram na primeira posição do ranking no mercado americano mesmo recebendo críticas negativas. Dirigido por Colin Trevorrow, “Jurassic World: Domínio” arrecadou US$ 58,6 milhões nas bilheterias americanas em sua segunda semana em cartaz, totalizando, até o momento, US$ 622,1 milhões ao redor do globo, o que o coloca na quinta posição do ranking de 2022.

 

Com o circuito exibidor guiado pela nostalgia desde o lançamento de “Top Gun: Maverick” (Top Gun: Maverick – 2022, EUA) há quase um mês, “Lightyear” enfrenta uma briga de gigantes e, não há como negar, que seu banimento em países da Ásia e do Oriente Médio impactou negativamente sua arrecadação global. E o banimento foi movido pelo preconceito, pois o filme contém uma cena de beijo entre duas personagens mulheres e, portanto, está de acordo com as novas diretrizes da Casa do Mickey, que atualmente preza por representatividade, diversidade e inclusão em suas produções, sejam elas para o cinema, televisão ou streaming. A outrora conservadora Disney se adaptou às novas demandas da sociedade, mas parte do público ainda não.

 

Com uma campanha de divulgação forte que incluiu um show de drones no Brasil no mês passado, “Lightyear” conta a história do patrulheiro espacial que inspirou a criação do boneco e companheiro do caubói Woody (voz de Tom Hanks). Abandonado junto de sua comandante e tripulação num planeta hostil a milhões de anos-luz da Terra, Buzz (voz de Chris Evans) busca meios de voltar para casa, mas, para isso, o astronauta e seus colegas precisam enfrentar as ameaças de Zurg (voz de James Brolin) e seu exército de robôs.

 

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