Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’: Tony Stark passa o bastão para Peter Parker

Tom Holland em cena de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, o filme mais lucrativo da História da Sony (Foto: Divulgação).

Nova aventura do Cabeça de Teia, “Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spider-Man: Far From Home – 2019) é a principal estreia desta quinta-feira, dia 04. Com direção de Jon Watts, o longa é mais integrado ao universo dos Vingadores do que seu antecessor, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming – 2017).

 

Ambientado oito meses após os eventos de “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame – 2019), “Homem-Aranha: Longe de Casa” mostra Peter Parker / Homem-Aranha (Tom Holland) lidando com a dor da perda de seu mentor, Tony Stark / Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), e com a realidade pós-Blip, como é chamado o desaparecimento de metade dos seres vivos do universo após o estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin) em “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War – 2018). Tentando se recuperar emocionalmente, Peter decide tirar férias do posto de herói e embarcar com sua turma do colégio numa viagem ao Velho Continente, onde se depara com a ameaça dos Elementais, sendo convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para proteger a população no momento em que tem como único objetivo conquistar Mary Jane (Zendaya).

 

Tecnicamente impecável, sobretudo em termos de efeitos visuais, “Homem-Aranha: Longe de Casa” tem no talento de seu protagonista o maior alicerce. Aos 23 anos de idade, Tom Holland desponta como um dos nomes mais promissores de sua geração, equilibrando com propriedade drama, ação e humor como poucos são capazes de fazer. Seu Peter Parker é uma espécie de Tony Stark Júnior, e isto funciona harmoniosamente na tela grande principalmente pelo fato de Holland ter absorvido as lições de Robert Downey Jr. nos sets nos últimos anos.

 

Tom Holland e Jake Gyllenhaal, que estreia no UCM (Foto: Divulgação).

 

Com um roteiro enxuto que mostra as consequências do Blip e o questionamento sobre a sobrevivência dos Vingadores enquanto grupo responsável por proteger o universo, “Homem-Aranha: Longe de Casa” é, na verdade, uma produção sobre a relação entre o mentor (Stark) e o aluno (Parker). Isto é apresentado na forma de passagem de bastão do eterno playboy, bilionário e filantropo para o amigo da vizinhança, um adolescente de 16 anos que precisa se tornar homem para assumir as responsabilidades de um Vingador. E tal passagem de bastão é simbolizada pelo “óculos” de Tony Stark, entregue a Peter como uma herança do mestre que sempre acreditou e confiou no seu potencial, reconhecendo o bom humor como algo inerente de sua personalidade e que, portanto, não poderia ser relegado em nenhum momento.

 

“Homem-Aranha: Longe de Casa” é uma produção necessária para dar ao espectador uma noção acerca dos novos rumos do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) após as baixas de “Vingadores: Ultimato”, fenômeno de crítica e público. É um filme capaz de agradar aos fãs de todas as idades, pois consegue passear pelo drama, ação e comédia com muita desenvoltura e qualidade.

 

* “Homem-Aranha: Longe de Casa” contém uma cena no meio dos créditos e outra ao final.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

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