Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

Especial Oscar 2020: categoria de melhor direção

A 92a edição da cerimônia de entrega do Oscar será realizada no dia 09 de fevereiro de 2020, no Dolby Theatre, em Los Angeles (Foto: Divulgação – Crédito: Richard Harbaugh / ©A.M.P.A.S.).

Pôster oficial da 92a edição do Oscar (Foto: Divulgação / Crédito: ©A.M.P.A.S.).

Nas últimas cinco edições do Oscar, apenas uma estatueta de melhor direção foi entregue a um americano, Damien Chazelle, em 2017, por “La La Land – Cantando Estações” (La La Land – 2016). Os vencedores das outras quatro foram os mexicanos Alejandro G. Iñárritu por “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance – 2014) e “O Regresso” (The Revenant – 2015), respectivamente em 2015 e 2016, Guillermo del Toro por “A Forma da Água” (The Shape of Water – 2017), em 2018, e Alfonso Cuarón por “Roma” (Idem – 2018), em 2019. Este ano, a disputa está entre um britânico, um sul-coreano e três americanos.

 

Os cinco indicados ao prêmio de melhor direção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS) são: Bong Joon-ho por “Parasita” (Gisaengchung – 2019, Coreia do Sul), Quentin Tarantino por “Era Uma Vez em… Hollywood” (Once Upon a Time… in Hollywood – 2019), Todd Phillips por “Coringa” (Joker – 2019), Martin Scorsese por “O Irlandês” (The Irishman – 2019) e Sam Mendes por “1917” (Idem – 2019). De todos os concorrentes, apenas Scorsese não assina o roteiro de seu filme. Tarantino assina sozinho, enquanto Mendes, Phillips e Joon-ho dividem a responsabilidade com outros roteiristas. No entanto, todos disputam a estatueta de melhor filme – Joon-ho também está no páreo da categoria de filme internacional.

 

Na reta final da temporada, Sam Mendes ganhou força e se tornou o franco favorito na disputa pela estatueta dourada não pela quantidade de prêmios, mas pelas vitórias nos dois maiores indicativos da categoria: o Globo de Ouro e o DGA Awards, concedidos respectivamente pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (Hollywood Foreign Press Association – HFPA) e pelo Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (Directors Guild of America – DGA). Contudo, é importante ressaltar que o Globo de Ouro exerce influência somente sobre a campanha dos indicados, não na votação porque é entregue por jornalistas. Ao contrário do DGA Awards, pois parte dos membros do Sindicato também integra a AMPAS e tem direito a voto.

 

Vencedor do Globo de Ouro e do DGA Awards, Sam Mendes é o favorito da categoria por “1917” (Foto: Divulgação / Crédito: Universal Pictures).

 

Até o momento, Sam Mendes recebeu 10 prêmios como diretor de “1917”. Conduzido com muita competência e segurança, o longa é a obra-prima de sua carreira e impressiona pelo rigor técnico, sobretudo pela utilização de planos sequência. É um trabalho impactante que funciona, também, como uma verdadeira aula de cinema para o espectador.

 

Com 35 prêmios recebidos até agora pela direção de “Parasita”, Bong Joon-ho é o principal adversário de Sam Mendes na corrida pelo Golden Boy. Neste longa, o cineasta sul-coreano realiza um trabalho firme de direção, explorando com propriedade o retrato tragicômico da miséria em seu país de origem, entregando um terceiro ato tão violento graficamente quanto os filmes de seu concorrente, Quentin Tarantino.

 

Quentin Tarantino também roteirizou “Era Uma Vez em… Hollywood” (Foto: Divulgação).

 

Subvertendo a História em prol da fábula em “Era Uma Vez em… Hollywood”, Tarantino brinda o público com um dos melhores filmes de sua carreira, realizando um trabalho de direção interessante, sobretudo em seu terceiro ato, que mistura ação e comédia com violência gráfica. Este filme rendeu ao cineasta sete prêmios como diretor até a presente data.

 

Colocando o filão de super-heróis em outro patamar por levar às telas uma trama sobre doença mental, bullying e desigualdade social, Todd Phillips surpreende ao sair novamente da zona de conforto proporcionada por comédias de apelo popular e entregar um filme de difícil digestão, conduzido de forma firme e impecável. No entanto, o cineasta tem o preconceito contra produções oriundas dos quadrinhos e a polêmica ocasionada pelas cenas de violência gráfica como pedras no caminho rumo ao Golden Boy, pois uma coisa é indicar, outra é ter a coragem de reconhecer tais títulos com estatuetas principais. Até o momento, “Coringa” rendeu a Phillips somente um prêmio como diretor.

 

Quem também precisa ultrapassar a barreira do preconceito é Martin Scorsese. Isto se deve ao fato de “O Irlandês” ser uma produção original Netflix e, portanto, alvo constante de críticas por estar no mesmo “balaio” de títulos de estúdios tradicionais. Além disso, o veterano se envolveu numa polêmica recentemente contra filmes de super-heróis, sobretudo da Marvel, companhia que pertence à Disney, proprietária, também, da ABC, emissora responsável pela transmissão da cerimônia do Oscar em território americano. Ao criticá-los, o cineasta despertou a antipatia de diversos votantes, pois tais filmes são os responsáveis por boa parte do lucro que mantém as engrenagens da indústria funcionando.

 

Adaptação do livro “I Heard You Paint Houses”, de Charles Brandt, “O Irlandês” é um dos títulos mais potentes da filmografia de Scorsese, que volta à zona de conforto do filão da máfia numa condução segura. Bebendo da fonte do Cinema Noir, o longa rendeu nove prêmios de direção a Scorsese.

 

Considerando os resultados do Globo de Ouro e do DGA Awards, pode-se dizer que Sam Mendes é quem tem mais chances de vencer a estatueta de melhor direção, tendo Bong Joon-ho como principal ameaça, seguido por Martin Scorsese, Quentin Tarantino e Todd Phillips, a “zebra” desta categoria.

 

A 92ª cerimônia de entrega do Oscar será realizada no próximo domingo, dia 09, no Dolby Theatre, em Los Angeles. No Brasil, a maior festa do cinema mundial será transmitida ao vivo pelo canal por assinatura TNT e pela Rede Globo (após o jogo do Brasil).

 

Confira um pequeno perfil dos indicados:

Bong Joon-ho:

Bong Joon-ho no set de “Parasita” (Foto: Divulgação).

Nascido em 14 de setembro de 1969, em Daegu (Coreia do Sul), Bong Joon-ho (Bong Joon Ho, como é grafado por alguns veículos e instituições) começou a se interessar pelo cinema ainda no Ensino Médio. Graduado em Sociologia, Joon-ho decidiu estudar na Korean Academy of Film Arts (KAFA), onde realizou seus primeiros curtas-metragens. A estreia profissional como cineasta aconteceu em 1994 com o curta “Peureimsogui gieokdeul” (Idem – 1994). No mesmo ano, realizou outros dois curtas, “Ji-ri-myeol-lyeol” (Idem – 1994) e “Baeksekin” (Idem – 1994), dirigindo seu primeiro longa-metragem somente no ano 2000, “Cão Que Ladra Não Morde” (Flandersui gae – 2000), que venceu o High Hopes Award, no Munich Film Festival. Conciliando as funções de diretor e roteirista, Joon-ho chamou a atenção do ocidente com “Memórias de um Assassino” (Salinui chueok – 2003), “O Hospedeiro” (Gwoemul – 2006) e “Mother – A Busca Pela Verdade” (Madeo – 2009). No entanto, começou a expandir seu olhar ao escalar um elenco internacional para “O Expresso do Amanhã” (Snowpiercer – 2013), ficção-científica com toques de drama e mensagem de cunho político sobre desigualdade social e mudanças climáticas. Inspirado na graphic novel “Le Transperceneige”, de Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette, o longa é estrelado por nomes como Chris Evans, Octavia Spencer, Tilda Swinton e Ed Harris, e originou uma série televisiva, “Snowpiercer” (Idem – 2020), na qual assina a produção executiva. Crítica social é uma constante nas produções assinadas por Joon-ho, que dirigiu sua primeira co-produção americana somente em 2017, “Okja” (Idem – 2017). Esta é a primeira vez que é indicado ao Oscar e, curiosamente, em quatro categorias: melhor filme, filme internacional, direção e roteiro original.

* Entre os 35 prêmios individuais recebidos por seu trabalho na direção de “Parasita”, estão: o AFCA Award, da Austin Film Critics Association; o BSFC Award, da Boston Society of Film Critics Awards; o Critics Choice Award, da Broadcast Film Critics Association Awards; o CFCA Award, da Chicago Film Critics Association Awards; o Hollywood Film Award, do Hollywood Film Awards; o HFCS Award, da Houston Film Critics Society Awards; o ICS Cannes Award, do International Cinephile Society Awards; o Korean Association of Film Critics Award, da Korean Association of Film Critics Awards; o LAFCA Award, da Los Angeles Film Critics Association Awards; o SFFCC Award, do San Francisco Film Critics Circle; o WAFCA Award, da Washington DC Area Film Critics Association Awards; e o WGA Award, do Sindicato dos Roteiristas (Writers Guild of America – WGA), de roteiro original.

 

Quentin Tarantino:

Quentin Tarantino no set de “Era Uma Vez em… Hollywood” (Foto: Divulgação).

Nascido em 27 de março de 1963, em Knoxville, Tennessee (Estados Unidos), Quentin Jerome Tarantino estudou artes cênicas na Allen Garfield’s Actors’ Shelter no período em que trabalhava numa videolocadora, despertando interesse também em roteiros. Um dos profissionais mais completos de sua geração, assumindo as funções de ator, diretor, roteirista, produtor e até mesmo editor e diretor de fotografia, Tarantino estreou profissionalmente no curta “Love Birds in Bondage” (Idem – 1983), protagonizado por ele, que também assinou direção e roteiro ao lado de Scott Magill. Quatro anos mais tarde, realizou seu primeiro longa-metragem como diretor, ator, roteirista, produtor e editor, “My Best Friend’s Birthday” (Idem – 1987), chamando a atenção do público e da crítica com “Cães de Aluguel” (Reservoir Dogs – 1992). Estrelado por Harvey Keitel e Tim Roth, o longa sacudiu o cenário do cinema independente e colocou Tarantino entre os jovens cineastas mais requisitados da época, pavimentando o caminho para o cinema autoral cuja marca registrada é a violência gráfica. No entanto, apesar dos inúmeros convites, Tarantino optou por trabalhar em seu novo projeto, o agora clássico “Pulp Fiction: Tempo de Violência” (Pulp Fiction – 1994), que ressuscitou as carreiras de Samuel L. Jackson e John Travolta. Nos anos seguintes, dirigiu um episódio da série “Plantão Médico” (ER – 1994 – 2009) e um segmento do longa “Grande Hotel” (Four Rooms – 1995), voltando à tela grande como diretor em “Jackie Brown” (Idem – 1997). Após hiato de seis anos, o cineasta lançou o primeiro filme da franquia “Kill Bill”, “Kill Bill: Volume 1” (Kill Bill: Vol. 1 – 2003), estrelada por Uma Thurman. Em 2005, voltou à TV para dirigir e roteirizar o episódio “Grave Danger”, dividido em duas partes, de “CSI: Investigação Criminal” (CSI: Crime Scene Investigation – 2000 – 2015). Entre seus outros filmes estão “Bastardos Inglórios” (Inglourious Basterds – 2009), “Django Livre” (Django Unchained – 2012) e “Os Oito Odiados” (The Hateful Eight – 2015). Recebeu três indicações ao Oscar deste ano nas categorias de melhor filme, direção e roteiro original, totalizando oito indicações ao longo da carreira. Vencedor de duas estatuetas de roteiro original por “Pulp Fiction: Tempo de Violência” e “Django Livre”, Tarantino concorreu outras três vezes: melhor direção por “Pulp Fiction: Tempo de Violência” e direção e roteiro original por “Bastardos Inglórios”.

* Entre os sete prêmios individuais recebidos por seu trabalho na direção de “Era Uma Vez em… Hollywood”, estão: o AACTA International Award, da AACTA International Award; o HFCS Award, da Hawaii Film Critics Society; o IFC Award, do Iowa Film Critics Awards; o Sierra Award, da Las Vegas Film Critics Society Awards; o NBR Award, do National Board of Review, USA; o Director of the Year Award, do Palm Springs International Film Festival; e o SLFCA Award, da St. Louis Film Critics Association, US.

 

Todd Phillips:

Todd Phillips no set de “Coringa” (Foto: Divulgação / Crédito: Warner Bros.).

Nascido em 20 de dezembro de 1970, em Nova York, Nova York (Estados Unidos), Todd Bunzl abandonou o curso na Tisch School of the Arts para se dedicar completamente ao documentário “Hated: GG Allin & the Murder Junkies” (Idem – 1993), que marca sua estreia como diretor, produtor e roteirista. Dirigiu outros dois documentários, “Frat House” (Idem – 1998) e “Bittersweet Motel” (Idem – 2000), até assumir o comando de seu primeiro longa de ficção, a comédia politicamente incorreta “Caindo na Estrada” (Road Trip – 2000). Este filão rendeu frutos a Phillips, como “Dias Incríveis” (Old School – 2003), “Starsky & Hutch, Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch – 2004) e “Escola de Idiotas” (School for Scoundrels – 2006). No entanto, o sucesso chegou, de fato, com “Se Beber, Não Case!” (The Hangover – 2009). Estrelado por Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis, o longa teve duas continuações, nas quais, Phillips assumiu também a função de roteirista, “Se Beber, Não Case! Parte II” (The Hangover Part II – 2011) e “Se Beber, Não Case! Parte III” (The Hangover Part III – 2013). Após a franquia “Se Beber, Não Case!”, Phillips não abandonou de vez a comédia, mas concedeu ao gênero tons mais sérios e sombrios ao produzir, roteirizar e dirigir “Cães de Guerra” (War Dogs – 2016), longa baseado em fatos reais estrelado por Jonah Hill e Miles Teller. Esta é a segunda vez em que é indicado ao Oscar e, curiosamente, em três categorias: melhor filme, direção e roteiro adaptado. A primeira indicação de Phillips foi em roteiro adaptado por “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América” (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan – 2006).

* O único prêmio individual recebido por seu trabalho na direção de “Coringa” é: o Creative Impact in Directing Award, do Palm Springs International Film Festival.

 

Martin Scorsese:

Martin Scorsese no set de “O Irlandês” (Foto: Divulgação / Crédito: Netflix).

Nascido em 17 de novembro de 1942, em Nova York, Nova York (EUA), Martin Scorsese estudou cinema na New York University’s School of Film nos anos de 1960. Porém, sua estreia como diretor foi em 1959 com o curta “Vesuvius VI” (Idem – 1959). Somente em 1967 dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Quem Bate à Minha Porta?” (I Call First – 1967), protagonizado por Harvey Keitel. Nesta época, já chamava a atenção do público e da crítica, mas o sucesso chegou somente com o drama policial “Caminhos Perigosos” (Mean Streets – 1973), longa que marca o início da bem sucedida parceria com Robert De Niro. O próximo filme da dupla, “Taxi Driver” (Idem – 1976), colocou Scorsese entre os grandes diretores de todos os tempos, aclamado pelo público e pela crítica, respeitado na concorrida indústria cinematográfica hollywoodiana, assumindo, também, as mais variadas funções em seus filmes. Entrou na década de 1980 dirigindo, produzindo e roteirizando verdadeiras pérolas do cinema, como “Touro Indomável” (Raging Bull – 1980); mas, também, despertando a ira da Igreja ao retratar Jesus Cristo como um homem comum no polêmico “A Última Tentação de Cristo” (The Last Temptation of Christ – 1988). Entre os mais de 60 filmes que dirigiu, estão: “A Cor do Dinheiro” (The Color of Money – 1986), “Os Bons Companheiros” (Goodfellas – 1990), “Cabo do Medo” (Cape Fear – 1991), “A Época da Inocência” (The Age of Innocence – 1993), “Cassino” (Casino – 1995), “Gangues de Nova York” (Gangs of New York – 2002), “O Aviador” (The Aviator – 2004), “Os Infiltrados” (The Departed – 2006), “A Invenção de Hugo Cabret” (Hugo – 2011), “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street – 2013) e “Silêncio” (Silence – 2016). Recebeu duas indicações ao Oscar deste ano, melhor filme e direção, totalizando 14 indicações ao longo da carreira. Vencedor da estatueta de direção por “Os Infiltrados”, Scorsese concorreu outras 11 vezes: na categoria de direção por “Touro Indomável”, “A Última Tentação de Cristo”, “Os Bons Companheiros”, “Gangues de Nova York”, “O Aviador”, “A Invenção de Hugo Cabret” e “O Lobo de Wall Street”; roteiro adaptado por “Os Bons Companheiros” e “A Época da Inocência”; e filme por “A Invenção de Hugo Cabret” e “O Lobo de Wall Street”.

* Entre os nove prêmios individuais recebidos por seu trabalho na direção de “O Irlandês”, estão: o Movies for Grownups Award, da AARP Movies for Grownups Awards; o BFCC Award, da Black Film Critics Circle Awards; o DFCS Award, da Detroit Film Critics Society Awards; o DFCC, do Dublin Film Critics Circle Awards; o OFCC Award, do Oklahoma Film Critics Circle Awards; e o SEFCA Award, da Southeastern Film Critics Association Awards.

 

Sam Mendes:

Sam Mendes no set de “1917” (Foto: Divulgação / Crédito: Universal Pictures).

Nascido em 1o de agosto de 1965, em Reading, Berkshire (Inglaterra), Samuel Alexander Mendes começou a carreira profissional no teatro após se formar pela Cambridge University no final dos anos 1980. Integrou as companhias Chichester Festival Theatre e Royal Shakespeare Company durante algum tempo, ganhando notoriedade e respeito ao dirigir nomes como Judi Dench e Ralph Fiennes. Estreou na televisão em 1993, na direção do telefilme britânico “Cabaret” (Idem – 1993), estrelado por Jane Horrocks e Alan Cumming. Seis anos depois, assumiu a responsabilidade de dirigir seu primeiro longa-metragem para o cinema, o aclamado “Beleza Americana” (American Beauty – 1999), que lhe garantiu fama internacional e proporcionou novos convites, entre eles, “Estrada para Perdição” (Road to Perdition – 2002) e “Soldado Anônimo” (Jarhead – 2005). Nomeado Comendador da Ordem do Império Britânico (Commander of the order of the British Empire – CBE) no ano 2000, Mendes trabalhou com Judi Dench no cinema pela primeira vez em “007 – Operação Skyfall” (Skyfall – 2012), filme no qual a atriz interpreta a agente M, chefe de James Bond (Daniel Craig). O sucesso deste longa levou Mendes para o set de mais um título da franquia “007”, iniciada com “O Satânico Dr. No” (Dr. No – 1962), “007 Contra Spectre” (Spectre – 2015). Consagrado no teatro, na TV e no cinema, Mendes estreou como roteirista em “1917”, dividindo a função com Krysty Wilson-Cairns. Vencedor do Oscar de melhor direção por “Beleza Americana”, Mendes é indicado pela segunda vez à estatueta dourada, mas, agora, em três categorias: melhor filme, direção e roteiro original.

* Entre os 10 prêmios individuais recebidos por seu trabalho na direção de “1917”, estão: os já citados Globo de Ouro e DGA Award; o BAFTA Award; o Critics Choice Award, da Broadcast Film Critics Association Awards; o DFWFCA Award, da Dallas-Fort Worth Film Critics Association Awards; o DFCS Award, da Denver Film Critics Society; o KCFCC Award, do Kansas City Film Critics Circle Awards; o NTFCA Award, da North Texas Film Critics Association, US; o PFCS Award, da Phoenix Film Critics Society Awards; e o UFCA Award, da Utah Film Critics Association Awards.

 

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