Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

BAFTA Awards 2021: ‘Nomadland’ é o grande vencedor

“Nomadland” é produzido e protagonizado por Frances McDormand (Foto: Divulgação).

A British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) realizou neste domingo, dia 11, uma cerimônia híbrida, tendo como base o Royal Albert Hall, em Londres (Inglaterra), para anunciar os vencedores do BAFTA Awards 2021 – apenas apresentadores compareceram ao evento presencial. E o grande vencedor do Oscar britânico foi “Nomadland” (Idem – 2020).

 

Líder de indicações ao BAFTA, sete ao todo, empatado com “Rocks” (Idem – 2020), “Nomadland” venceu quatro categorias: filme, fotografia, atriz para Frances McDormand e direção para Chloé Zhao, que entrou para a História da instituição não apenas como a segunda cineasta mulher a receber o BAFTA de direção, mas também por ser a primeira de origem asiática a realizar tal feito.

 

“Meu Pai” é estrelado por Anthony Hopkins e Olivia Colman (Foto: Divulgação).

 

Contrariando as expectativas de parte considerável dos fãs, Anthony Hopkins venceu o BAFTA de melhor ator por “Meu Pai” (The Father – 2020), derrotando Chadwick Boseman por “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom – 2020). Falecido em agosto do ano passado, Boseman, popularmente conhecido como T’Challa / Pantera Negra nas produções do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), ao qual Hopkins também faz parte, é o favorito da temporada de premiações, principalmente das instituições americanas.

 

Daniel Kaluuya em cena de “Judas e o Messias Negro” (Foto: Divulgação).

 

Nas categorias de ator e atriz coadjuvantes não houve nenhuma surpresa, pois os vencedores foram Daniel Kaluuya por “Judas e o Messias Negro” (Judas and the Black Messiah – 2021) e Yuh-Jung Youn por “Minari” (Idem – 2020), respectivamente.

 

O grande homenageado desta edição foi o cineasta Ang Lee, que recebeu o Academy Fellowship, concedido pelo conjunto da obra, reconhecendo a importância do profissional para a indústria do entretenimento. Anteriormente, o prêmio especial foi entregue a profissionais como Charlie Chaplin, Alfred Hitchcock, Steven Spielberg, Elizabeth Taylor, Stanley Kubrick, Anthony Hopkins, Judi Dench, Helen Mirren, Sidney Poitier e Kathleen Kennedy.

 

O BAFTA Awards é uma das poucas premiações a contar com voto popular, no caso, na categoria de estrela em ascensão (EE Rising Star Award), que este ano ficou com Bukky Bakray, uma das indicadas ao prêmio de melhor atriz.

 

Tentando fugir das críticas recebidas no ano passado, quando recebeu o apelido de #BAFTASoWhite (“BAFTA tão branco”, numa tradução literal) em alusão ao Oscar 2016, a Academia apostou todas as suas fichas numa edição marcada pela representatividade, diversidade e inclusão. Isto pôde ser observado não apenas nas indicações de profissionais negros a categorias de peso, como as destinadas a atores principais e coadjuvantes, mas na de direção que tinha quatro mulheres entre os seis concorrentes. E isto se refletiu nos resultados da premiação deste domingo, algo recorrente na temporada e que aponta o provável cenário do Oscar 2021.

 

Confira a lista de vencedores:

Melhor filme:

– “Nomadland”.

Melhor filme britânico (Alexander Korda Award):

– “Bela Vingança” (Promising Young Woman – 2020).

Melhor direção (David Lean Award):

– Chloé Zhao – “Nomadland”.

Melhor ator:

– Anthony Hopkins – “Meu Pai”.

Melhor atriz:

– Frances McDormand – “Nomadland”.

Melhor ator coadjuvante:

– Daniel Kaluuya – “Judas e o Messias Negro”.

Melhor atriz coadjuvante:

– Yuh-Jung Youn – “Minari”.

Melhor roteiro original:

– “Bela Vingança” – Emerald Fennell.

Melhor roteiro adaptado:

– “Meu Pai” – Christopher Hampton e Florian Zeller.

Melhor documentário:

– “Professor Polvo” (My Octopus Teacher – 2020).

Estrela em ascensão (EE Rising Star Award):

– Bukky Bakray.

Melhor estreante (Diretor, roteirista ou produtor britânico):

– “O Que Ficou Para Trás? (His House – 2020) – Remi Weekes (roteiro / direção).

Melhor filme em língua não-inglesa:

– “Druk – Mais Uma Rodada” (Druk – 2020, Dinamarca).

Melhor animação:

– “Soul” (Idem – 2020).

Melhor trilha sonora original:

– “Soul” – Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross.

Melhor direção de fotografia:

– “Nomadland” – Joshua James Richards.

Melhor edição:

– “O Som do Silêncio” (Sound of Metal – 2020) – Mikkel EG Nielsen.

Melhor design de produção:

– “Mank” (Idem – 2020) – Donald Graham Burt e Jan Pascale.

Melhor figurino:

– “A Voz Suprema do Blues” – Ann Roth.

Melhor maquiagem e cabelo:

– “A Voz Suprema do Blues” – Matiki Anoff, Larry M Cherry, Sergio Lopez-Rivera e Mia Neal.

Melhor som:

– “O Som do Silêncio” – Jamie Baksht, Nicolas Becker, Phillip Bladh, Carlos Cortes e Michelle Couttolenc.

Melhores efeitos visuais:

– “Tenet” (Idem – 2020) – Scott Fisher, Andrew Jackson e Andrew Lockley.

Melhor curta-metragem britânico de animação:

– “The Owl and the Pussycat” (Idem – 2020).

Melhor curta-metragem britânico:

– “The Present” (Idem – 2020).

Melhor elenco (escalação):

– “Rocks” – Lucy Pardee.

Outstanding British Contribution to Cinema:

– TBC.

Academy Fellowship:

– Ang Lee.

 

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