Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘AmarAção’: aprendizado e segunda chance

“AmarAção”: Caco Ciocler é um dos destaques (Foto: Divulgação).

Mais uma comédia romântica chega às salas de exibição nesta quinta-feira, dia 10: “AmarAção” (2021). Dirigido e roteirizado por Eric Belhassen e Marc Belhassen, o longa aborda a dor de cotovelo por diversos ângulos, inclusive o do desespero movido pelo “trago a pessoa amada em 24 horas”.

 

“AmarAção” estreia nesta quinta-feira, dia 10 (Foto: Divulgação).

“AmarAção” começa mostrando o desespero de Erick (Eric Belhassen), sozinho em casa após se separar da esposa. Em seguida, apresenta ao espectador Caco (Caco Ciocler), que precisa encarar de frente a separação enquanto lida com problemas com a ex-mulher por não ser um pai presente na vida do filho de ambos.

 

Sem nenhum desafio técnico, o longa se desenvolve com agilidade e sem pontas soltas para discutir questões distintas sobre o mesmo tema: o amor. Neste contexto, a plateia consegue estabelecer uma relação com os personagens por meio da identificação, pois “AmarAção” é perspicaz ao expor não apenas o amor entre casais, mas também entre pais e filhos, sobretudo ao inserir a figura da sogra que faz o possível para manter a filha longe do genro, trabalhando as suas atitudes como consequência da síndrome do ninho vazio.

 

“AmarAção” conta com elenco em sintonia, mas tem como destaque negativo a atuação muito acima do tom de Belhassen, que aposta na caricatura do homem desesperado e imaturo, incapaz de reconhecer e atender às necessidades afetivas da mulher amada, recorrendo à religiosidade para reconquistá-la.

 

Assim como tantos outros títulos do gênero, “AmarAção” é um filme sobre aprendizado e segunda chance a homens que têm urgência em amadurecer para que possam valorizar seus relacionamentos e parceiras(os), cansadas(os) da indiferença e descaso que, inevitavelmente, minam qualquer relação.

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