Ana Carolina Garcia. Foto: SRZD

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

‘Ad Astra: Rumo às Estrelas’ conta com uma das melhores atuações de Brad Pitt

“Ad Astra: Rumo às Estrelas” é uma das estreias desta quinta-feira, dia 26 (Foto: Divulgação).

Indicado ao Leão de Ouro na última edição do Festival de Veneza, “Ad Astra: Rumo às Estrelas” (Ad Astra – 2019) chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 26, oferecendo uma das melhores atuações da carreira de Brad Pitt.

 

No longa dirigido por James Gray, de “Z: A Cidade Perdida” (The Lost City of Z – 2016), Pitt vive o astronauta Roy McBride, que coloca sua vida amorosa em segundo plano em prol de seu trabalho, principalmente da perigosa missão rumo a Netuno para interromper a sobrecarga de energia que coloca todo o sistema solar em risco, originada na nave espacial de seu pai, Clifford McBride (Tommy Lee Jones), desaparecido há quase 30 anos durante uma expedição à procura de vida inteligente no universo.

 

Brad Pitt compôs seu personagem de forma muito segura, esmiuçando a personalidade de um homem que, apesar de conter suas emoções, ainda é atormentado pelo trauma do desaparecimento do pai numa missão da SPACECOM, o que o torna bastante solitário e introvertido. Há 29 anos sem conhecer a verdade, Roy tem uma imagem romantizada de Clifford, considerado herói americano. E é este o fio condutor da trama deste filme de arte travestido de blockbuster, que se desenrola de maneira a apresentar à plateia as transformações emocionais de Roy à medida que o inevitável confronto com o passado se aproxima. É uma atuação que se agiganta na tela, tendo como alicerce o roteiro bem estruturado de Gray e Ethan Gross, que inserem com maestria elementos de suspense no drama familiar. Sim, drama familiar, pois o foco aqui não é a exploração espacial, mas a necessidade do indivíduo de conhecer a si mesmo por meio de uma jornada reflexiva e, consequentemente, encontrar o seu lugar no mundo.

 

Atuação minimalista pode render a Brad Pitt uma indicação ao Oscar de melhor ator (Foto: Divulgação).

 

Contando com um time de coadjuvantes em sintonia, com nomes que incluem Donald Sutherland (Coronel Thomas Pruitt), Ruth Negga (Helen Lantos) e Liv Tyler (Eve), cujo papel remete um pouco ao de “Armageddon” (Idem – 1998) no que tange à mulher que vê o homem que ama se arriscar no espaço, “Ad Astra: Rumo às Estrelas” também chama a atenção pelo rigor técnico, principalmente pelo design de produção, fotografia e efeitos visuais e sonoros impecáveis. Neste caso, a tecnologia não se sobrepõe à história, pelo contrário, trabalha a favor dela, agregando imenso valor ao resultado final do longa que tem chances concretas de chegar à próxima temporada de premiações americana, inclusive ao Oscar.

 

Produzido por Pitt, Gray e pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, “Ad Astra: Rumo às Estrelas” é, na verdade, um drama que gira em torno de autoconhecimento e de um sentimento nobre, o amor. E para abordar tais temas na tela grande, Gray opta por uma direção que equilibra firmeza com sensibilidade no olhar, numa narrativa que se desenvolve sem pressa para explorar escolhas, renúncias e suas consequências nas vidas de cada um dos envolvidos.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

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