Colorado abre desfiles em SP, aposta no colorido e acende esperança de ficar na elite

Desfile 2019 da Colorado do Brás. Foto: SRzd – Cláudio L. Costa

Chegou a hora!

Finalmente começou o maior espetáculo da terra na cidade de São Paulo.

Após meses de preparação, coube a Colorado do Brás abrir o desfile das escolas de samba em 2019, na noite desta sexta-feira (1), no sambódromo do Anhembi.

Com o enredo: “Hakuna Matata – Isso é viver”, a vermelha e branca voltou ao pelotão de elite do samba paulistano após mais de duas décadas. A escola caprichou no visual, no colorido e venceu a tensão de ser a primeira a ser avaliada pelos jurados, saindo da pista com a esperança de se manter entre as grandes.

+ galeria de fotos do desfile da Colorado do Brás

+ vídeo: largada do desfile 2019 da Colorado do Brás

Presidente
Antônio Carlos Borges, o Ka

Carnavalesco
Leonardo Catta Preta

Intérprete
Chitão Martins

Coreógrafo de comissão de frente
Kelson Barros

1º casal de MSPB
Ruhanan e Ana Paula

Mestre de bateria
Allan Meira

Rainha de bateria
Muriel Quixaba

A história pretendia, de forma lúdica, contar a reconstrução do Quênia, País do continente africano, após a guerra civil de 1963. Pelo terceiro ano seguido, o desenvolvimento teve como responsável o carnavalesco Leonardo Catta Preta.

Hakuna Matata é uma frase do idioma suaíle, língua falada na África oriental, sobretudo na Tanzânia e no Quênia. A expressão, extremamente conhecida e difundida nessa região, é usada com enorme frequência com o sentido de “vida longa” ou “viva”, mesmo em outras línguas que não o suaíle. Literalmente, “hakuna” significa; “não há”, e “matata”; “preocupação” ou “problema”.

Fora da África, a frase ganhou notoriedade graças ao filme “O Rei Leão”. Antes disso, era conhecida por ser parte da canção queniana Jambo Bwana, popular entre os turistas que visitam o local. Em 1994, a canção Hakuna Matata, de Elton John e Tim Rice, concorreu ao Oscar. Foi ranqueada em 98º lugar pelo American Film Institute na seleção das 100 melhores músicas de filmes.

A proposta do desfile da agremiação dividiu a montagem do enredo em cantos e procurou mostrar na Avenida uma África leve, sob outro prisma, já bastante explorado nos desfiles de Carnaval:

“Nosso enredo é um canto. Uma canção. Uma expressão. Um sentimento. Hoje é dia de festa e felicidade. Somos herdeiros do Boney M, que em suas obras queriam exaltar a alegria. Mostrar ao mundo que atrás da liberdade, mora a felicidade. Mostrar ao mundo que o seu país (Quênia), oprimido pela guerra, naquele momento, quebrou as correntes e mostrou pro mundo um sorriso no rosto.

Mostrar ao mundo, que a luz do sol de um novo dia, que dá cor a savana de toda a África, também trará o nosso riso, o riso de um novo amanhã. Estamos Hakuna Matata, prontos para receber todos aqueles que desejarem ser felizes junto com a gente” (trecho extraído da sinopse).

A Colorado do Brás foi fundada a partir da torcida de um time de várzea, na década de setenta.

E o momento atual da escola permite um paralelo com sua origem; o futebol. O tabu, termo usado para definir um período de “seca” nos campeonatos esportivos, também se aplica, ou se aplicava, à vermelha e branca. Desde o distante ano de 1993, a Colorado não desfilava no principal grupo do samba paulistano. Lá se vão vinte e cinco anos.

O jejum começou quando desfilou na elite pela última vez com o enredo; “Mascaradas ilusões da vida”. Naquele ano, Vai-Vai e Camisa Verde e Branco dividiram o campeonato. Naquela época, os desfiles aconteciam apenas em uma noite, outros tempos. Muita coisa mudou.

Nesse período, a Colorado desceu até o Grupo 3 da Uesp, a União das Escolas de Samba Paulistanas, em 2011. Mas ressurgiu. Com três acessos seguidos, retornou para o Grupo de Acesso, onde esteve nos últimos cinco anos, até chegar ao vice-campeonato, no último Carnaval, que lhe garantiu, finalmente, celebrar o tão esperado retorno.

Foi dela a missão de abrir os desfiles de 2019 para começar a trilhar uma nova história dentro dos concursos na cidade. E nessa missão apostou numa montagem confortável de exibição apoiada no que se tem visto ultimamente nos desfiles, sem correr grandes riscos, como por exemplo na cabeça da escola; comissão de frente, primeiro casal e uma ala coreografada antes do primeiro carro. Nesse segmento, destaque para o casal, montado, numa repleta de elementos, fantasia colorida.

Aliás, o colorido foi a tônica dos elementos visuais; fantasias e alegorias, que passearam por diversos tons, usados abusadamente pelo artista. Nestes dois quesitos, surpreendeu pela criatividade, bom acabamento e ousadia, embora tenha pecado na leitura da história.

No módulo musical, a voz oficial de Chitão Martins, assim como era esperado pela temporada regular que cumpriu comandando o carro de som, conduziu com habilidade o cortejo, embora não tenha tido a resposta dos foliões nas arquibancadas, nem de parte das alas, que oscilaram em seu canto ao longo da pista.

A composição assinada por Marcio Pessi, Edson Daffé, Evandro Bocão, Pereira e Marcelo, também foi ganhando força ao longo do pré-Carnaval, tanto nos ensaios de quadra, quanto nos técnicos. E foi funcional ao Carnaval da Colorado, encerrado aos 62 minutos, dentro do tempo regulamentar, mesmo com deslizes em sua evolução.

+ galerias de foto

+ comissão de frente

+ primeiro casal de MSPB

+ alegorias

+ veja o desempenho da escola nos últimos cinco anos

A partir das 14h30 da próxima terça-feira (5), o portal SRzd transmite ao vivo, em parceria com a Rádio Trianon AM 740, a apuração dos desfiles das escolas de samba do Carnaval de São Paulo 2019.

Pelo oitavo ano consecutivo os destaques dos desfiles das escolas de samba da cidade de São Paulo receberão troféu exclusivo, oferecido pelo portal SRzd.

Voto popular e análise da equipe SRzd, que acompanha os bastidores das escolas de samba durante todo o ano; a somatória destes dois levantamentos vai determinar o resultado do Prêmio SRzd Carnaval SP 2019, ação que valoriza a cultura do samba na capital paulista e seus protagonistas. Em caso de empate, prevalece sempre o voto dos profissionais do SRzd.

A votação popular, que estará disponível através de enquete na página da editoria do Carnaval de São Paulo no SRzd, será aberta após o final do último desfile dos Grupos Especial e de Acesso 1. O resultado será divulgado na terça-feira (5), antes da apuração oficial pela Liga Independente das Escolas de Samba. Clique aqui e conheça todas as categorias.

+ confira a ordem completa de desfiles no Anhembi

Grupo Especial

+ Sexta-feira, 1 de março

1ª – 23h15 – Colorado do Brás
2ª – 0h25 – Império de Casa Verde
3ª – 1h35 – Mancha Verde
4ª – 2h45 – Acadêmicos do Tucuruvi
5ª – 3h55 – Acadêmicos do Tatuapé
6ª – 5h05 – X-9 Paulistana
7ª – 6h15 – Tom Maior

+ Sábado, 2 de março

1ª – 22h30 – Águia de Ouro
2ª – 23h20 – Dragões da Real
3ª – 0h30 – Mocidade Alegre
4ª – 1h40 – Vai-Vai
5ª – 2h50 – Rosas de Ouro
6ª – 4h00 – Unidos de Vila Maria
7ª – 5h10 – Gaviões da Fiel

Grupo de Acesso 1

+ Domingo, 3 de março

1ª – 21h – Mocidade Unida da Mooca
2ª – 22h – Independente Tricolor
3ª – 23h – Barroca Zona Sul
4ª – 0h – Nenê de Vila Matilde
5ª – 1h – Leandro de Itaquera
6ª – 2h – Camisa Verde e Branco
7ª – 3h – Unidos do Peruche
8ª – 4h – Pérola Negra

Grupo de Acesso 2

+ Segunda-feira, 4 de março

1ª – 20h – Primeira da Cidade Líder
2ª – 20h50 – Amizade Zona Leste
3ª – 21h40 – Torcida Jovem
4ª – 22h30 – Estrela do Terceiro Milênio
5ª – 23h20 – Unidos de Santa Bárbara
6ª – 0h10 – Tradição Albertinense
7ª – 1h – Uirapuru da Mooca
8ª – 1h50 – Imperador do Ipiranga
9ª – 2h40 – Camisa 12
10ª – 3h30 – Combinados de Sapopemba
11ª – 4h20 – Dom Bosco
12ª – 5h10 – Morro da Casa Verde

+ veja os preços dos ingressos para todos os dias e setores de desfile em SP

Vinho Chapinha. Foto: Divulgação

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