Jorge Castanheira justifica decisão da plenária da Liesa: ‘Momento ainda é precipitado’

Jorge Castaneira em Assembleia Geral da Liesa (10/07/19). Foto: Henrique Matos

A tão esperada plenária da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) terminou sem uma definição concreta a respeito do Carnaval 2021. Ao final da reunião desta terça-feira (14), o presidente da entidade, Jorge Castanheira, afirmou que o “momento ainda é precipitado” para uma decisão final e que as escolas aguardarão até meados de setembro para bater o martelo sobre a realização dos desfiles na data prevista de fevereiro.

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“Ouvimos as demandas e necessidades das escolas, vimos o problema que cada uma está enfrentando e também falamos das possibilidades do próximo espetáculo, em fevereiro. Entendemos que o momento ainda é precipitado para falar qualquer coisa. Estamos aguardando as definições dos setores de saúde e governo para sabermos da previsão de alguma vacina ou tratamento que permita que tenham aglomerações”, disse Jorge Castanheira.

Jorge Castaneira conduziu plenária da Liesa de 14 de julho de 2020. Foto: Jonathan Maciel

O presidente afirmou que apesar da indefinição sobre o próximo Carnaval, uma coisa é certa: sem vacina, não tem desfile. A tese já havia sido antecipada pelo jornalista Sidney Rezende, diretor do SRzd, em 15 de junho. “Só imaginamos ter o desfile das escolas de samba em fevereiro se houver uma vacina, se não houver, não temos como fazer esse tipo de evento. Carnaval é aglomeração, tanto dos desfilantes quanto de quem está assistindo”, argumentou.

Castanheira ressaltou que a reunião respeitou as orientações sanitárias de prevenção à pandemia, como uso de máscaras e distanciamento social. Ele lembrou que esta também foi a primeira plenária após o Carnaval e por isso tratou de vários assuntos além do próximo desfile. Não à toa, o encontro durou quase três horas.

“Não podemos nos antecipar. Estamos aguardando o trabalho que vem sendo feito pelos cientistas. Também temos que aguardar o setor público, que nos cede a permissão de organizar o Carnaval no Sambódromo. Teremos que ouvir Prefeitura, Riotur, Governo do Estado e Governo Federal, que dão autorização para que os eventos aconteçam. Se não tivermos um contrato que permita o evento acontecer e prazo hábil para realizar o espetáculo, não teremos condição de fazer”, explicou.










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