Jayder Soares, da Grande Rio, é alvo de operação contra jogos ilegais e lavagem de dinheiro

Jayder Soares – Grande Rio. Foto: Henrique Matos/ Maria Zilda

O presidente de honra da Grande Rio, Antonio Jayder Soares, está na mira da Operação Mala Fortuna. A investigação visa combater a exploração ilegal de jogos na Baixada Fluminense e a prática criminosa de lavagem de dinheiro. Nesta quinta-feira (6), foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão. As equipes fazem buscas na quadra, em Duque de Caxias, e no barracão da agremiação, na Cidade do Samba, no centro do Rio.

A ação é uma parceria da Polícia Civil, por meio do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Paralelo às buscas, estão sendo cumpridos, também, o bloqueio e sequestro de bens dos investigados. Ao todo, o valor investigado chega a R$ 20 milhões.

Além do presidente de honra da Grande Rio, são alvos da operação: Leandro Jayder Soares da Silva, sobrinho de Antônio Jayder; Dagoberto Alves Lourenço; Paulo Henrique Melo Rufino; e Yuri Reis Soares, filho do presidente de honra da Grande Rio.

Procurada pelo SRzd, a assessoria de imprensa da Grande Rio destaca que a escola “segue trabalhando normalmente nos preparativos para o Carnaval 2019. A agenda da escola segue mantida”.

Como funciona o esquema

De acordo com as investigações, Antônio Jayder Soares da Silva seria o chefe da organização criminosa e responsável por controlar a exploração de jogos de azar em Duque de Caxias. Ele figura, ainda, como sócio de empresas ao lado do filho e do sobrinho. Os dois são investigados como braços operacionais da quadrilha na operação de lavagem de capitais e no controle financeiro da organização.

Dagoberto Alves Lourenço é citado como homem de confiança de Antônio e Leandro Jayder. É dele a responsabilidade pelas operações nas contas bancárias relacionadas às empresas e à escola de samba. Paulo Henrique Melo Rufino é apontado como “laranja” do grupo e responsável pela lavagem de dinheiro.

A operação levantou diversos movimentos financeiros suspeitos superiores a R$ 100 mil. Foi descoberta, ainda, uma série de operações imobiliárias, que configuram a prática da lavagem de capitais.

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