Campeão na Beija-Flor, Magal fala do processo de composição e se declara à Selminha

Magal durante disputa de samba na Beija-Flor. Foto: Eduardo Hollanda

Por João Carlos Martins e Jonathan Maciel

Do pagode ao samba, Magal, do grupo Clareou, foi se encontrar nas asas do Beija-Flor. O compositor mal chegou nas eliminatórias da azul e branco e já arrebatou a vitória em seu primeiro ano de disputa. Além de assinar uma obra que já é considerada uma das melhores do ano, Magal ainda conquistou o coração da porta-bandeira Selminha Sorriso e formou o mais novo casal do Carnaval.

‘Destino traçado: vencedor’

Magal durante disputa de samba na Beija-Flor. Foto: Eduardo Hollanda

Estava escrito, mas quando foi convidado pelo compositor Diogo Rosa para compor a parceria de número um, Magal não imaginou tudo que aconteceria na sua vida a partir de então.

“O convite foi do meu amigo Diogo Rosa, que já tem um tempo que faz samba lá (na Beija-Flor), inclusive fez o de 2018. Pra mim (o convite) foi uma surpresa, porque eu nunca tive oportunidade de escrever samba e participar desse momento. Sempre vivi no mundo do pagode. Graças a Deus a gente foi feliz demais na escolha da canção”, disse o vocalista do grupo Clareou ao SRzd.

Magal contou que, durante o processo de composição, foram várias reuniões até achar a fórmula perfeita que fez a obra se tornar o hino do enredo “Se essa rua fosse minha”, dos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho.

“Na parte da criação, tivemos várias reuniões até chegar a um denominador comum. A harmonia da canção já estava bolada na cabeça deles (resto da parceria), e fizemos algumas mudanças nesse período pré, até chegar ao ponto final, que foi a música que compusemos.”

Na final, realizada no último dia 10 de outubro, Magal provou o gostinho que ainda não tinha sentido em sua vida. Para ele, vencer a disputa se tornou um dos marcos em sua história.

“Eu tava muito receoso na hora, muito tenso. Eu costumo dizer que tenho três prazeres na minha vida: o nascimento do meu filho, minha primeira música na rádio e essa disputa de samba, que me fez chorar demais, me deixou em outro mundo, outro planeta. Foi um dos melhores dias da minha vida”, revelou o compositor.

‘Eu me encontro em suas asas, Beija-Flor’

Beija-Flor 2004. Desfile foi o primeiro de Magal. Foto: Reprodução

Apesar de ter disputado samba pela primeira vez na azul e branco em 2019, Magal e Beija-Flor possuem uma relação já duradoura. Torcedor da agremiação, o compositor mostrou ser pé quente desde seu primeiro desfile na escola.

“Sempre que posso e não estou trabalhando, estou desfilando. Meu primeiro desfile foi em 2004, no samba que fala de Manaus, e eu entrei com pé direito, porque a escola foi bicampeã esse ano. Foi muito marcante pra mim. O samba eu acho lindo, tem uma letra maravilhosa.”

Outro ano que fisgou seu coração foi o do último título da Beija-Flor, com o enredo ‘Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonas da pátria que os pariu’: “O samba de 2018 é bem atual, também acho perfeito. É uma obra que, junto com a de 2004, teria vontade de compor”.

‘É bom lembrar, eu não estou sozinho’

Selminha Sorriso está namorando Magal, compositor da Beija-Flor e vocalista do grupo Clareou. Foto: Reprodução

Uma cara de sorte. A vitória na disputa de samba não foi a única coisa que Magal ganhou nesses últimos meses de Beija-Flor. Entre um sorriso e outro, o compositor se apaixonou por Selminha, porta-bandeira da azul e branco e ícone do Carnaval carioca.

“Eu tinha saído de um casamento, estava solteiro. E teve um dia que a gente se encontrou. Diversas vezes a gente tinha se encontrado, mas nessa vez foi um encontro diferente, foi algo fantástico. Começamos a namorar, colocamos isso em público. Não divulgamos antes porque não queríamos misturar as coisas, por conta da disputa de samba, para as pessoas não ligarem uma coisa com a outra”, contou.

Juntos desde as eliminatórias, Magal se declarou à dona do sorriso mais famoso do mundo do samba: “A Selminha foi uma glória na minha vida. É uma pessoa muito encantadora. Sempre a admirei como porta-bandeira e pessoa, e hoje admiro como minha namorada e mulher”.

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