União Capivariana traz o “Ruralino” da Rural de Seropédica em sua estreia no Carnaval Virtual

O GRESV União Capivariana apresenta seu enredo para sua estreia no Grupo de Acesso do Carnaval Virtual 2020, a escola traz o “Ruralino” da Rural de Seropédica com o enredo: “Made in roça”: Boemias e Folias em solo Ruralino, de autoria do presidente e carnavalesco da agremiação Leonardo Cruz.

 

FICHA TÉCNICA:

Escola: Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual União Capivariana
Cidade sede: Seropédica / RJ
Data de fundação: 09/04/2020
Cores: Verde, Amarelo e Azul
Símbolo: Capivara e Prédio Central da UFRRJ

Presidente: Leonardo Cruz
Vice-presidente: Igor Santos
Carnavalesco: Leonardo Cruz
Intérprete: Leonardo Cruz
Diretor de harmonia: Rafael Moraes
Diretor Musical: Wallace Rodrigues
Diretor de artes visuais: Rodolfo e Souza
Coordenação de carnaval: Junior Rodrigues e Vitor Oliveira
Coordenação musical:  Wellington Santos
Coordenação artística e comunicação social: Thaiane Costa

 

ENREDO:

“Made in roça”: Boemias e Folias em solo Ruralino.

Autor do enredo: Leonardo Cruz

Uma fazenda fantástica longe de tudo, perto do nada. Isso é a Rural em Seropédica. “Seja bem-vindo, mas não corra”. Aqui temos passarela, mas a gente prefere atravessar na rua mesmo. A cidade é pacata de interior, mas o trânsito do 9 parece com o da Índia. Grande parte é culpa da falta do desenvolvimento que a universidade não trouxe para a cidade, isso faz com que ela acabe vivendo em torno dos novos moradores recebidos a cada período. Eles alteram a economia local e a forma de viver, os finais de semana passam a ser as terças, quartas e quintas, onde os Ruralinos saem às farras da vida de folia e curtição. Mas isso tudo começa no nosso carnaval, o domingo de Êxodo.

No Mazinho se reúnem todos os cursos e tribos, quando o ponteiro do relógio faz a volta completa o Hard Roça é o destino. Assim se faz o começo de novas paixões arrebatadoras que duram uma noite, mas podem perdurar a vida inteira. Em suma uma coisa é certa e já dizia o ditado: “O que o amor constrói a Rural destrói.” pois ela toma o coração e quem assume esse amor adota a boemia como forma de vida. Afinal de contas, qual Ruralino não teve a vida transformada não se deixando levar pelos delírios de uma louca viagem? Não precisa ser atleta pra se jogar nos TUCAS, TSA, JUNFRI, JUV, EDUNI, ou qualquer outra competição dentro ou fora do Rio de Janeiro, sempre temidos e respeitados, o terror da roça.

É uma experiência incrível que vale a pena ser vivida, na ciclovia de bicicleta ou a pé, de carona ou de vanzinha. Se tu tiver sorte, pega ainda indo pro 9 o fantasminha. Mas bom mesmo é o aloja, o pagode nos corredores, a resenha no padeiro que vende de tudo, menos pão. Pena que esses tempos estão acabando, a maioria já não existe. Tia Cida fechou, Marcelo não vende mais cerveja. Saudade do Santo Grau, da Caur, da confraria do Limão, esquenta ou after de alguma festa na Praça da Alegria, chopada, integração. A Nostalgia de um Borra invade a cabeça do Bixão dizendo pra que se tenha atenção, os anos que se avizinham são os melhores que ele vai ter, a identidade que passa a carregar nada no mundo apagará.

Hoje ele se torna um Ruralino. No final da vida universitária quando olhar pra trás vai perceber a soma de todas as suas escolhas em forma de nostalgia e boas lembranças, tais como as festas que um dia eram tradicionais e não voltam mais! São Embalos, Figueiras, Florestas, momentos que viram tatuagem como o versinho de força tenaz, marcantes como um poema de estrondo colossal: “Minha terra tem palmeiras onde canta o pica-pau. Não permita Deus que eu morra, sem que eu volte pra Rural”.

 

INFORMAÇÕES DA DISPUTA DE SAMBA:

– Escola irá encomendar a obra.

Comentários




    gl