Império Guaçuano faz homenagem à cidade de Seropédica em sua estreia no Carnaval Virtual

Para seu primeiro desfile no Carnaval Virtual, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Império Guaçuano traz uma homenagem à cidade de Seropédica com o enredo: “Serico Paideia” de autoria de Marcos Felipe Reis.

 

FICHA TÉCNICA:

Nome: Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Império Iguaçuano
Cidade sede: Nova Iguaçu – RJ
Data de fundação: 06/02/2019
Cores: Verde e Branco
Símbolo: Coroa

Presidente: Pedro Filho
Carnavalesco: Adalmir Menezes
Intérprete: Marcos Mano

 

ENREDO:

Serico Paideia

Autor: Marcos Felipe Reis

Água é sinônimo inquestionável de vida. Dela, tudo o que temos surgiu e é por ela que faremos nosso carnaval. Vamos pedir forças para as águas do rio Guandu, e mergulhar em nosso caminho junto dos bandeirantes que exploraram a capitania de São Vicente e se encantaram com toda sua natureza regada pelo rio. Aqui, tupis e tapuias disputavam a terra, sua grande mãe ancestral enquanto tupinambás ali também assentados olhavam à espreita para os brancos invasores em busca da seiva sagrada do pau Brasil.

Com a exploração do pau Brasil findada, as águas se revoltavam em correntezas: o grande rio Guandu se dividiu tentando confundir os membros da coroa portuguesa por meio de sinuosas curvas e impedir que eles retirassem mais riquezas desta terra. Porém, as esmeraldas já brilhavam no imaginário dos ambiciosos que mandaram os jesuítas em missão expansionista em busca de mais riquezas minerais. Com a descoberta do ouro em Vila Rica (MG), formou-se o povoado do Bananal para emoldurar a estrada do ouro, que passava pelo Guandu que agora somente observava calmamente o povoado crescer cada vez mais.

Com o alastramento do Bananal, foi preciso investir na agricultura e as águas do Guandu abasteceram a exploração que por ali brotava. E com as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição, a cidadezinha foi crescendo e descobrindo uma de suas maiores riquezas: o cultivo da seda, que mais tarde resultaria no nome da cidade: Seropédica.

E por idas e vindas de minerais e seda, a estrada Rio-São Paulo possibilitou o desenvolvimento mesmo que tímido do município, com as fábricas de seda que teciam as linhas de sua modernidade. E o Guandu nada mais poderia fazer a não ser assistir seu povoado crescer e se emancipar. De suas águas brotou a música dos Paralamas e uma das mais importantes universidades do estado do Rio de Janeiro. Talvez não houvesse mais motivos para ficar bravo, apenas pedir para Santa Terezinha que tenha piedade e carinho por todos que dele dependiam e esperar que a sustentabilidade que agora escorria de sua nascente pudesse comover e guiar tantos muitos por dentro de suas águas.

 

INFORMAÇÕES DA DISPUTA DE SAMBA

– Escola encomendará o samba

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