Conheça o enredo da União de Sepetiba para sua estreia no Carnaval Virtual

Em seu primeiro desfile no Carnaval Virtual, o GRESV União de Sepetiba traz o enredo: “Deuses Gregos e Orixás, Mistérios Desvendados que dão Samba” de autoria do enredista historiador Alex Lobo.

 

FICHA TÉCNICA:

Nome: Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual União de Sepetiba
Cidade sede: Rio de Janeiro – RJ
Data de fundação: 05/03/2019
Cores: Vermelho, Verde, Azul e Branco
Simbolo: Boto Cinza e Coroa

Presidente: Tiago de Oliveira Rodrigues
Carnavalesco: Mahatmam Gandhy de Lima Ferreira Silva
Comissão de Carnaval: Mahatmam Gandhy e Alex Lobo
Intérprete: Robson da Conceição Rosa
Vice-presidente: Ney Mourão
Enredista: Alex Lobo
Musa da escola: Roberta Ravaiani
Rainha de bateria: Daniella Marques

 

ENREDO:

Deuses Gregos e Orixás, Mistérios Desvendados que dão Samba

Autor: Alex Lobo

Justificativa/Apresentação do enredo

Várias pessoas já notaram as semelhanças entre os deuses da mitologia grega e alguns orixás e guias da Umbanda. Nós do GRESV UNIÃO DE SEPETIBA vamos expor a curiosidade e ainda expor o sincretismo, que foi adotado segundo a semelhança física ou histórica entre as figuras dessa religião brasileira (com influência indígena e africana).

Todas as sociedades possuem um conjunto de ideias e reflexões próprias sobre a origem do universo e sobre como foram criados os seres humanos, os animais, as plantas, os rios, as paisagens, os astros, o céu, a terra … Muitas vezes, essas ideias e reflexões são narradas na forma de histórias, que chamamos de mitos; ao conjunto dessas histórias, dá-se o nome de mitologia. Assim temos a mitologia grega, a mitologia romana, a mitologia africana e a mitologia indígena, dentre outras.

Os gregos acreditavam que as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o pai dos deuses, considerado a divindade mais importante do panteão Grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para se relacionar com as pessoas.

Os heróis gregos eram os filhos que nasciam da união entre deuses e mortais. Eram semideuses. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos assimilaram os deuses gregos, aos quais atribuíram outros nomes. Os deuses eram seres que, apesar de imortais, tinham sentimentos humanos e eram tanto protetores como vingativos.

Para obter sua proteção e aplacar sua ira, os gregos lhes faziam oferendas. Os Jogos Olímpicos, criados pelos gregos, eram realizados de 4 em 4 anos, com a intenção de aplacar a fúria de Zeus, deus dos deuses, representado pelo raio, oferecendo-lhe o que supunham que lhe dava muito prazer, como o lançamento de disco ou dardo.

Os povos indígenas também transmitem seus conhecimentos e experiências por meio de mitos. Por serem populações que, até pouco tempo, não registravam seus saberes na forma de textos escritos, o principal jeito de transmitir conhecimentos era — e ainda é — por meio da fala.

Da mesma forma, os escravos africanos que foram trazidos para o Brasil entre os séculos XVII e XIX trouxeram suas próprias religiões, baseadas principalmente no culto a divindades da natureza, os orixás. Esses possuíam personalidades semelhantes às dos humanos, tal como as divindades do mundo grego antigo.

Os escravos conseguiram manter seus cultos aos orixás, apesar da repressão dos colonizadores portugueses, dando-lhes uma aparência de catolicismo e, com isso, deram origem ao que chamamos de sincretismo religioso.

Entender a mitologia de um povo implica estudar as formas de viver e pensar desse povo que a criou, para conhecer os significados que lhe atribuem.

 

Sinopse:

Como sabia que no dia do desfile ocorreria um encontro histórico entre os orixás afro-brasileiros e os deuses gregos, enchi o peito de alegria e alma de esperança!

Ao chegar ao Morro do Corcovado, lá estava de braços abertos um Deus Negro, com uma coroa que cobria seu rosto: era Oxalá redentor dizendo que Zeus e sua família eram bem-vindos no Brasil. Foi quando dos quatro ventos ecoou um trovão e a voz de uma mulher com cabelos de raios gritava: Yepahê! Vinha Yansã e Xangô abrindo as nuvens para que Zeus, ao lado de Hera, descesse com sua comitiva.

As matriarcas Nanã e Gaia saudavam a união dos panteões. Neste instante, duas formosas garotas em Ipanema atraíram para si toda a atenção do mundo: a doce Yemanjá das águas do mar encontrava-se diante da bela Afrodite. A festa espalhava-se por Copacabana, onde Poseidon e Anfitrite apareciam dentre iaras, sereias, nereidas e ondinas: Oxumaré festejava desenhando um lindo arco-íris no céu.

Foi quando caminhei em direção à Lapa e testemunhei o mais inusitado dos encontros e uma divertida troca de presentes: era seu Zé Pelintra oferecendo um trago de cachaça a Dionísio, que retribua com um garrafão de um vinho francezzz chamado sangue de boá. Eles bebiam, cantavam, fumavam, mexiam com as meninas e traziam os meninos pra roda. Era tambor de terreiro com percussão de bacantes e as Pombas Giras gargalhavam e atiçavam as vestais que só pensavam em proteger a tocha olímpica.

A rua estava um pouco escura e segui até uma encruzilhada, quando encontrei o senhor Exu Tranca Rua, com um tridente frente a frente a Hécate, a velha que segurava em uma coleira o Cão Cérbero de três cabeças. Dei um tchauzinho pros dois e fui cair num cemitério onde Obaluaê e Hades conversavam sobre assuntos que achei que não me cabiam no momento. Fiquei aliviado quando uma Preta Velha e uma Velha Pitonisa tiraram-me dali e ainda me deram vários conselhos.

Saí pela floresta da tijuca e encontrei Oxóssi, brincando de caçada com Ártemis: ela falou que adorou ver tanta macumba por lá. Caboclos aproveitavam para cavalgar sobre o Pégaso, enquanto Caboclas trocavam flechas com Amazonas. Mas nada comparava-se à beleza de assistir Deméter e Perséfone sendo penteadas e enfeitadas por Oxum; era tanta beleza que me distraí, até que fui surpreendido por outra cena mítica: Pã tocando uma flautinha enquanto Logun-edé dançava.

Foi quando tive a ideia de visitar uma favela onde estava ogum, protegendo a entrada ao lado de Ares. Perguntei a ambos, qual era a batalha mais importante neste momento e, junto de Hermes e do Exu mensageiro, eles responderam em coro: “fora corrupção”.

 

INFORMAÇÕES DA DISPUTA DE SAMBA:

– Escola encomendará o samba.

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