Acadêmicos do Sabiá apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2022

Logo oficial do enredo

Mais uma estreante no Carnaval Virtual prepara a sua estreia e divulga enredo para o Carnaval Virtual 2022.

Pavilhão oficial da agremiação

O GRESV Acadêmicos do Sabiá apresentou o enredo que levará para o seu desfile no Grupo de Acesso II do Carnaval Virtual.

De autoria de Felipe Camargo e Theo Neves, “Pirapuan” é o enredo que a vermelha e branca do Rio de Janeiro/RJ irá apresentar no Carnaval Virtual 2022.

Confira abaixo a sinopse do enredo:

PIRAPUAN

O mundo se transforma a cada detalhe, na pele ao chão, na dor, na dúvida, na descoberta. Séculos atrás, antes desse lugar ter verde e amarelo como cores oficiais, antes mesmo de ser um lugar único, a vida era outra muito diferente. Vamos a um tempo em que, nessas terras, o ser humano e a natureza seguiam no mesmo sentido. Homens e mulheres se dedicavam à vida e, em um ritual alucinógeno, buscavam encontrar a forma plena de enxergá-la. Viravam lendas, trocavam de pele, mudavam seus corpos, se transformavam em animais. Era o humano a conexão viva entre o chão e o céu. Voaria, rastejaria, nadaria, sobre outras formas que não a carne e osso próprias. O homem e a natureza eram um só. Era ele zoomorfo, era a mata e tudo nela também. Onça e águia, jacaré e mico leão, uirapuru e tracajá, pirarucu e tucano, jararaca e traíra.

Logo oficial do enredo

Partiam esses homens e mulheres, rumo a mais um ritual comum de seus dias: nas águas guardadas por Iara, buscar a carne branca, o alimento. Na pesca, a argila que fez o corpo do homem se unia à magia do leito. E antes de tocar o homem, as águas se tocavam, doce e sal, rio e mar; encontro que estabelecia limites e o casamento de reinos. A vida marinha também era vegetal. E ali, na esquina do mar com o rio, avistou-se o inusitado. O que era? Corpo grande, denso, extenso, coberto de folhas, cascas e coisas mais. Cortava as águas com força, as crianças só poderiam se assustar. Tronco? Ou seria monstro, um gigante jacaré? Pirarucu encantado, será que era? Talvez, o mais abusado dos botos? Ou, quem sabe, a própria protetora Iara, mãe d’água? Os que avistaram poderiam levantar armas, chorar ou até achar que a mente perderiam, a depender do que seria. Já pensou, se fosse ela, a serpente encantada maior que rodeia outros lugares?

Foram os humanos buscar a resposta. Nenhuma divindade entregava, o enigma seguia rio a dentro. Mata fechada ou leito, era o comentário geral. A pesca foi interrompida, a vida cotidiana também; a rotina virou procurar saber. Na alucinação foram buscar saída, e ali viram que eram possibilidades infinitas; mas parecia ser animal, só poderia ser! Naquele mistério tinha vida e magia! Quem sabe não era presságio de mudanças? O mistério encalhou. Pirapuan aos olhos que nunca a tinham visto. Um vislumbre do acaso. No dia seguinte, já havia sumido sem deixar sinal, só encanto.

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