Inspirações: O canto da Cambaxirra que ressoa na UESM

* Por Renato Garcia

Rio de Janeiro / RJ

Conhecer as pessoas que estão por trás do espetáculo das escolas de samba de maquete é a principal função do nosso quadro. E quem hoje abre o coração para o Inspirações é o multifacetado Roberto Eloy, Autor do enredo, coordenador artístico e técnico, compositor e intérprete da Cambaxirra do Andaraí, agremiação carioca que este ano faz sua estreia na UESM, no grupo de avaliação, mas que , pela animação da escola, logo estará abrilhantando outros grupos da União.
Roberto é um veteraníssimo na festa de momo, e revela que desde a década de 1970 frequentava bailes de carnaval, assistindo a concursos de fantasias de luxo e originalidade, além dos desfiles de escolas de samba. Aos finais de semana, o ponto é batido nas quadras da Vila Isabel e do Salgueiro.

Mangueira 1984. Foto: Paulo Moreira

Em 1984, ano de inauguração do sambódromo, nosso entrevistado teve seu primeiro contato físico com a avenida Marquês de Sapucaí. Ele nos conta que , por ocasião de seu aniversário, resolveu ir com um grupo de amigos até lá. Contudo, como não tinha ingresso, o negócio foi curtir o burburinho. E eis que a Estação Primeira fazia seu memorável Yes, nós temos Braguinha…os portões da avenida foram abertos e se criou o arrastão. Roberto passa, assim, de curioso a desfilante naquele ano, com direito a cerveja que as pessoas das frisas e camarotes atiravam…inesquecível!

Castor de Andrade. Foto: Reprodução

Até hoje Eloy acompanha os desfiles, sempre que possível: pela televisão . Quando chega de um baile, pode ser grupo A ou Especial do Rio de Janeiro. Sem contar aquela “zapeada” pelo carnaval de São Paulo , além da Intendente de Magalhães pelo Youtube.
Roberto entrou no mundo do samba de uma forma um tanto quanto inusitada: ele dançava funk , como bailarino, no cassino Bangu, até que em determinado momento conheceu Castor de Andrade, o grande patrono da verde e branco de Padre Miguel. Daí a frequentar e fazer parte da Mocidade Independente foi um pulo. Em 1994 venceu sozinho o concurso de samba de quadra no Acadêmicos do Engenho da Rainha. A partir dai foram vários sambas vencidos em todos os grupos do Rio: do grupo E ao grupo Especial.

Joãosinho 30. Foto: Reprodução

Como já deu para perceber, nosso entrevistado trabalha há muito no mundo do carnaval real: cantor de escolas de samba com passagens pelo Salgueiro, Império da Tijuca, Alegria da Zona-sul e Acadêmicos da Barra da Tijuca. E tem como desfiles marcantes ou com um lugar especial em seu coração Mangueira 1984, pelos motivos já mencionados, além das apresentações de 2000,2001 e 2002 da Acadêmicos da Barra da Tijuca, pois era o puxador do samba em que a escola leva o tricampeonato.

Fernando Pamplona. Foto: Reprodução

Falando um pouco de inspirações, Roberto não se inibe em dizer que a chamada Santíssima Trindade do carnaval são suas inspirações , e por motivos bem especiais: a enorme capacidade e o conhecimento do professor Fernando Pamplona, a influência no pensar carnaval de Arlindo Rodrigues e a magnitude da defesa do carnaval, em especial no Salgueiro, do gênio Joãozinho Trinta. Precisa dizer mais alguma coisa?
Fazer o carnaval que gostaria de ver na avenida em todos os setores. Pensar o desfile em todos os detalhes. Em breve contar com uma ala de compositores. Enfim: enxergar com o olhar dos outros. Esses são alguns dos motivos que levaram Roberto Eloy a encarar o desafio de entrar no carnaval de maquete.
Para Roberto , todo trabalho feito com paixão é inspirador e ele acha que pode influenciar ou inspirar outras pessoas, principalmente por sua alegria e sua entrega, nesse que é, para ele, o maior espetáculo da Terra!

Saiba mais sobre o Carnaval de Maquete da UESM

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