Witzel lamenta morte de criança e critica Bolsonaro: ‘Falta combatitividade’

Wilson Witzel e Jair Bolsonaro. Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR

Wilson Witzel e Jair Bolsonaro. Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR

O governador do Rio Wilson Witzel usou uma de suas redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (13) para lamentar a morte da menina Ketellen, atingida por tiros em Realengo, quando ia para a escola na última terça-feira (12).

Em sua fala, Witzel fez duras críticas ao governo federal de Jair Bolsonaro. Segundo ele, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal vêm sendo sucateadas e há necessidade “imediata” de mudança no conceito de Segurança Nacional e do uso das Forças Armadas nas fronteiras.

“Lamento a morte da menina Ketellen , em Realengo, vítima de tiroteio entre bandidos. Determinei à Polícia Civil a apuração rigorosa desse crime e dos outros que atingiram seis crianças neste ano. Impedir a entrada de drogas e armas no país é responsabilidade do Governo Federal. A falta de combatividade, em nível federal, do tráfico de drogas e armas, acaba alimentando essa guerra insana que existe nos estados. É preciso que o Governo Federal tenha uma visão estratégica e não continue sucateando a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Isso sem falar da imediata necessidade de mudança do conceito de Segurança Nacional e do uso das Forças Armadas nas fronteiras”, disse o governador do Rio.

Na segunda-feira (11), durante discurso no Palácio Guanabara, o governador afirmou que os brasileiros têm pela frente até as próximas eleições presidenciais “mais três anos assistindo a um show de horrores”, e criticou os apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais, chamando-os de “bolsominions que fazem terrorismo na internet”.

O atrito entre Witzel e Bolsonaro começou em setembro após o governador ter anunciado a intenção de concorrer ao cargo de presidente nas próximas eleições.

Após a declaração, Bolsonaro pediu para que deputados do PSL na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), maior bancada da Casa, deixassem a base do governo estadual . Desde então, o clima entre o governador do estado fluminense e o presidente tem esquentado, a ponto de não interagirem durante um evento oficial em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio — na ocasião, os dois se sentaram lado a lado, mas não trocaram palavras.

Em outubro, Bolsonaro acusou Witzel de ter vazado informações sobre o inquérito da Polícia Civil sobre o caso Marielle, onde o nome do presidente é citado por um porteiro do Condomínio Vivendas da Barra.

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