Pressionado, Rodrigo Pacheco se pronuncia sobre abertura da CPI do MEC

Prédio do Ministério da Educação. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Prédio do Ministério da Educação. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pressionado pela oposição e por governistas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que deve decidir sobre a CPI do MEC no início da próxima semana.

O senador informou nesta quarta-feira (29) que vai discutir com os líderes do Senado sobre a abertura dessa comissão parlamentar de inquérito e de outras três que aguardam na fila, informou o jornal “O Globo”.

Segundo Pacheco, ele levará a questão ao colégio de líderes no início da semana que vem após a análise técnica dos pedidos, que será feita ao longo desta semana.

Líder da oposição, o senador Randolfe Rodrigues protocolou um pedido de CPI para investigar as suspeitas de corrupção na gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação.

Para barrar a criação do colegiado, os governistas ameaçaram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso Pacheco não dê preferência a outras três comissões que já foram protocoladas à presidência do Senado.

A criação da CPI do MEC ganhou força após a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, suspeito de coordenar um esquema na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Além dele, foram presos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no esquema. Na época em que deixou o comando do ministério, Ribeiro negou as acusações.

Para o presidente Jair Bolsonaro, Ribeiro foi preso injustamente. Bolsonaro afirmou que não havia indícios mínimos de corrupção por parte do ex-ministro e que o objetivo das investigações “é constranger, humilhar, é dizer que o governo é corrupto”.

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