Presidente do HSBC aceita convite de Bolsonaro para assumir Banco do Brasil

Banco do Brasil. Foto: Divulgação

Banco do Brasil. Foto: Divulgação

O presidente do HSBC, André Brandão, foi escolhido pelo Ministério da Economia, de Paulo Guedes, para presidir o Banco do Brasil no lugar de Rubem Novaes, que anunciou sua saída no dia 24 de julho.

De acordo com o G1, ele já teria aceitado o convite, mas ainda faltam detalhes burocráticos para o anúncio oficial. Cabe ao presidente Jair Bolsonaro oficializar a escolha.

O presidente do HSBC tem vantagem, no entanto, por ser visto como alguém que tem o perfil alinhado ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Em sua carta de demissão, Novaes defendeu a escolha de um dos vice-presidentes do próprio banco para o seu lugar, como Fábio Barbosa e Mauro Ribeiro Neto. Guedes, no entanto, alegou que queria alguém de “mercado”.

Brandão ingressou no Grupo HSBC no final de 1999. Em 2001, assumiu o cargo de diretor de tesouraria e depois foi promovido a diretor-executivo de tesouraria. Também já trabalhou também no Citibank, entre São Paulo e Nova York.

André Brandão já depôs em CPI

Em 2015, André Brandão foi chamado a comparecer a uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado Federal que investigava contas brasileiras no braço suíço da instituição, escândalo que ficou conhecido como “Swissleaks”.

Na época, Brandão afirmou aos senadores não ter nenhum conhecimento sobre as contas mantidas por cerca de oito mil brasileiros na Suíça e manifestou reprovação à conduta de Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC no país europeu e delator do escândalo.

O executivo também disse que após serem levantadas suspeitas de que as contas no país poderiam ser usadas para fins ilícitos, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o HSBC reforçou as políticas de compliance.

O relatório do então senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que era o relator da CPI, não propunha o indiciamento de ninguém no Brasil. Ferraço apenas intimava a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Receita Federal e o Banco Central.










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