Bolsonaro celebra apoio de governadores, criticados por ele durante a pandemia

Bolsonaro celebra apoio de governadores. Reprodução de vídeo

Esta terça-feira (4), primeiro dia oficial da campanha do segundo turno das eleições gerais deste ano, foi de intensa movimentação para o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Ele foi escolhido pelo senador eleito pelo estado do Paraná, Sergio Moro (União Brasil), e pelos governadores reeleitos Romeu Zema (Novo), de Minas, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro.

Bolsonaro também recebeu o apoio do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que não chegou ao segundo turno e ficou com a terceira colocação, pondo fim a uma hegemonia do partido no estado, que era governado pelos tucanos desde 1994.


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Castro, que é do mesmo partido de Bolsonaro, esteve em Brasília para reafirmar seu apoio ao presidente da República.

“Eu, como sou do partido do presidente, sou apoiador do presidente. Não tinha como não vir aqui e me esforçar muito para que o Rio seja a capital da vitória do presidente Bolsonaro”, disse o governador ao lado de Bolsonaro.

Zema, reeleito em primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, anunciou sua adesão ao bolsonarismo, também em visita ao Alvorada, na capital federal. “Não poderia também deixar neste momento de estarmos aqui, colocando as nossas divergências de lado. Eu sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro. Sabemos que em muitas coisas convergirmos e em outras, não. Mas é o momento em que o Brasil precisa caminhar para frente, e eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário”, afirmou Zema.

Durante o mandato, Bolsonaro atacou governadores

Ao começar a receber o apoio de governadores, Bolsonaro celebrou: “Diferenças sempre existirão, mas o que está em jogo neste momento é algo muito maior: o futuro do nosso Brasil. É hora de unirmos forças para proteger a liberdade e a dignidade do povo brasileiro e evitar que a quadrilha que assaltou e quase destruiu o país volte ao Poder”, disse.

Porém, durante seu mandato, a partir do início da pandemia da Covid-19, rompeu com aliados estaduais, como João Doria (PSDB), e atacou, por dezenas de vezes, a ação deles no enfrentamento da doença, seja pelas medidas de circulação, uso de máscaras ou envolvendo a vacinação.

Outro ponto de atrito de Bolsonaro com as unidades que integram a Federação, foi a redução do ICMS como mecanismo para forçar a redução no preço dos combustíveis, que causou um rombo nas contas públicas dos estados.

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