Pesquisa inédita da UFRJ investiga os hábitos alimentares dos moradores do Rio

Transtorno de compulsão alimentar. Foto: Reprodução de Internet

Transtorno de compulsão alimentar. Foto: Reprodução de Internet

Comer exageradamente de forma descontrolada mesmo sem fome, fazendo até combinações inusitadas, como, por exemplo, misturar feijão gelado com queijo, enfiando tudo goela abaixo às escondidas, seguido ou não de sentimento de culpa é um sintoma de transtorno de compulsão alimentar ou TCA (binge eating disorder em inglês).

Aspectos psicológicos, como insatisfação com o próprio corpo, baixa autoestima e estresse crônico, são fatores que podem desencadear essa doença.  Pesquisadores, liderados pelo psiquiatra José Carlos Appolinário, doutor em Saúde Mental e professor do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB), querem determinar a incidência e as condições associadas ao TCA na população do Rio de Janeiro.

Nesse levantamento está sendo avaliado o estado nutricional de 2.500 indivíduos entre 18 e 60 anos, com amostras de todas as áreas da capital carioca. O estudo reúne uma equipe de cientistas da UFRJ, da UERJ, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), da UFRGS, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e especialistas americanos.

“Queremos conhecer melhor a prevalência do TCA bem como verificar outros transtornos do comportamento alimentar, como a bulimia nervosa, nos moradores do Rio. E iremos analisar também dados de saúde física e mental desse grupo. As informações obtidas nesse estudo serão usadas para investigar o impacto dessas alterações na vida das pessoas. Os entrevistadores – experientes e previamente treinados estão identificados com camisa e o logo da UFRJ, crachá com foto e documento assinado pelo responsável pela pesquisa – além de realizar o questionário, vão medir o peso, a altura e a circunferência abdominal dos entrevistados. A participação voluntária da população carioca é fundamental para que possamos conhecer o comportamento alimentar dos moradores da nossa cidade”, afirma Apolinário.

Os participantes são selecionados aleatoriamente em cada residência dentro da faixa etária especificada. Os resultados obtidos pelo estudo “Compulsão Alimentar no Rio” poderão facilitar a elaboração de estratégias e políticas de saúde pública para lidar com esse transtorno, a partir da identificação dessa população. Para saber mais sobre a pesquisa, acesse aqui.

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