Padilha nega possibilidade de Lula se desculpar por fala sobre Israel

Lula no Planalto com Alexandre Padilha nesta quarta-feira (4). Foto: Ricardo Stuckert

Lula no Planalto com Alexandre Padilha nesta quarta-feira (4). Foto: Ricardo Stuckert

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vir a público se desculpar devido a fala em que ele comparou a escalada dos ataques israelenses contra os palestinos em Gaza ao Holocausto nazista. Padilha afirmou que o chefe do Executivo deixou claro seu posicionamento em relação à defesa da existência do Estado de Israel.

“O presidente em sua própria fala deixa claro o posicionamento em relação a Netanyahu e a sua postura (de Lula) histórica enquanto presidente da República nesse momento de defesa da existência do Estado da Palestina e a relação que ele sempre teve com a comunidade judaica no Brasil. O chanceler brasileiro já esclareceu isso, o assessor de Relações Internacionais, a primeira-dama fez questão de fazer uma postagem correta. Vamos analisar o sentimento que moveu o presidente naquele momento”, disse Padilha, de acordo com o jornal “O Globo”.

O ex-chanceler e assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, classificou como “absurda” a decisão de Israel que considerou o presidente Lula como “persona non grata” devido ao comentário.

“Isso é coisa absurda. Só aumenta o isolamento de Israel. Lula é procurado no mundo inteiro e no momento quem é [persona] non grata é Israel”, disse Amorim à coluna da jornalista Andréia Sadi, do “G1”.

Lula não deve pedir desculpas a Israel

Lula se reuniu, nesta segunda-feira (19), com Celso Amorim. A “Band” apurou que a estratégia do governo brasileiro foi definida durante a reunião. O assessor informou para Lula que Israel está exigindo um pedido de desculpas formal de forma pública. Porém, ficou acertado que isso não deve acontecer.

O presidente teria dito que “não irá esticar a corda” e pretende “diminuir o tom” ao efetuar críticas sobre as ações de Israel na Faixa de Gaza a partir da crise diplomática com o governo israelense.

A análise que foi passada ao presidente é a de que “houve uma ação exagerada” do governo de Benjamin Netanyahu. O objetivo seria “tentar diminuir a rejeição interna”.

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