Ouvidoria pede afastamento de policiais envolvidos nas mortes em baile de Paraisópolis

Paraisópolis. Foto: Reprodução de Internet

Paraisópolis. Foto: Reprodução de Internet

A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo pediu o afastamento de seis policiais militares que participaram da operação em baile funk na favela de Paraisópolis no domingo (1), resultando na morte de nove jovens.

Familiares de vítimas e sobreviventes acusam os agentes de terem encurralado o público do baile em vielas, para depois agredi-los. Ao menos nove pessoas morreram e duas ficaram feridas na Operação Pancadão realizada pela Policia Militar

“É preventivo afastar os policiais envolvidos na ocorrência em razão da complexidade dela”, afirmou o ouvidor, Benedito Mariano. A Polícia Militar informou que está investigando possíveis excessos e que um inquérito na Polícia Civil apura a o caso.

A versão de jovens que estavam no local é que a PM chegou atirando no público do baile, além de atacarem com spray de pimenta e bombas.

“Chegaram atirando em todo mundo. A gente estava no baile e primeiro veio a bomba. Começaram a cair as pessoas, passando mal, e a desmaiar, sendo pisoteadas. Ficamos encurralados”, disse um jovem que estava no local.

Na manhã desta segunda-feira (2), a irmã de um dos jovens, Denis Guilherme, de 16 anos, afirmou que amigos tentaram socorrer o garoto mas foram impedidos por policiais.

“Era um menino negro, na favela, curtindo um baile. Os amigos deixaram ele, ele caiu. Quando um amigo foi socorrer, o policial falou: ‘Pode deixar que a gente cuida dele'”, disse Fernanda Garcia, irmã de Denis.

Bastante emocionada, ela deixou o Instituto Médico Legal chorando, acompanhada de outros familiares de Denis. O jovem de 16 anos trabalhava como jovem aprendiz em uma empresa de telemarketing e foi ao baile funk acompanhado por três amigos.

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