Lázaro obrigou família a rezar ‘Pai Nosso’ e tirou fotos de vítimas sem roupa em assalto

Lázaro Barbosa. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Lázaro Barbosa. Foto: Divulgação/Polícia Civil

As buscas pelo assassino Lázaro Barbosa entraram no 13º dia. A caçada ao criminoso mais procurado do Brasil teve início após ele matar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e fugir para Goiás, onde já havia matado mais uma.

Foragido, o maníaco de 32 anos, Lázaro chama a atenção não só por escapar dia após dia de um efetivo de 270 policiais, mas pelo terror que deixou por onde passou. Em uma de suas ações, ele obrigou reféns a rezarem a oração do Pai Nosso e tirou foto das vítimas sem roupa, segundo ele para garantir a vida pessoas que estavam naquele local.

Em um assalto cometido no dia 17 de maio deste ano, na propriedade de um parente da família Vidal, brutalmente assassinada por Lázaro no Incra 9, a família do caseiro – cinco adultos e duas crianças – ficou cerca de cinco horas sob a mira do criminoso.

Uma das vítimas relatou ao site “Metrópoles” que um desconhecido portando uma pistola e faca exigiu que todos abaixassem a cabeça, retirassem toda a roupa e deitassem na cama.

O assaltante colocou algumas roupas no rosto das pessoas e pediu para que entregassem todo o dinheiro e as armas que estavam na residência. Em seguida, mandou que todos começassem a fazer a oração do Pai Nosso, e disse que quem não soubesse ele iria matar.

De acordo com o relato, Lázaro colocou o celular dele pra despertar à 0h. Enquanto o alarme não tocava, ele levou alguns objetos dos moradores e pediu desculpas, dizendo que havia recebido ordens para “levar a cabeça de alguém”, mas que havia entrado na casa errada.

Uma das mulheres ainda contou que foi obrigada a tirar a roupa, tomar vinho e cozinhar para o assaltante. Segundo ela, Lázaro aparentava ser “estudado” e estava calmo. O caseiro chegou a ser agredido.

A testemunha ressaltou que Lázaro “pregou a palavra de Deus”. À 0h, o alarme do telefone do assaltante tocou. Ele se despediu das vítimas e pediu desculpas pela situação. A mulher o acompanhou até o portão. Lázaro se desculpou novamente e foi embora calmamente.

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