Justiça do Rio nega pedido de Queiroz para anular quebra de sigilo

Fabrício Queiroz. Foto: Reprodução de TV

Fabrício Queiroz. Foto: Reprodução de TV

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liminar da defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, para anular a decisão que determinou as quebras de sigilos bancário e fiscal dos dois e outras 84 pessoas e nove empresas.

A decisão, segundo o jornal “Folha de São Paulo”, é do desembargador Antônio Amado, da 3ª Câmara Criminal. O mérito do caso ainda será julgado pelo colegiado, após manifestação do MP-RJ. Com o documento está sob sigilo, a justificativa do magistrado não foi divulgada.

O pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal faz parte das investigações sobre as movimentações financeiras suspeitas de Queiroz e do próprio senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Queiroz sustenta que não há fundamento na quebra de sigilos.

A apuração partiu de após um relatório do Coaf ter apontado, há mais de 500 dias, a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003-2018) até ser eleito senador.

Fabrício Queiroz confessou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete, mas diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.

Essa foi a primeira medida judicial da defesa de Queiroz contra a investigação. Flávio, por sua vez, já tentou por três vezes bloquear as investigações, acumulando derrotas tanto no STF e TJ-RJ.

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