Justiça determina bloqueio de bens de Geraldo Alckmin e de executivos da Odebrecht

Geraldo Alckmin. Foto: Alexandre Carvalho/A2IMG

Geraldo Alckmin. Foto: Alexandre Carvalho – A2IMG

A Justiça de São Paulo determinou nesta segunda-feira (15) o bloqueio de bens do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin do PSDB, e de mais quatro executivos ligados à construtora Odebrecht em uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo por improbidade administrativa com o recebimento de vantagem indevida.

O nome do tucano aparece nas delações premiadas de três ex-executivos da Odebrecht, que informaram sobre o pagamento de mais de R$ 8,3 milhões para a campanha do ex-governador paulista nas eleições de 2014. O dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral.

A decisão do juiz Alonso Munhoz, da 13ª Vara de Fazenda Pública, determina o bloqueio de todos os veículos licenciados em nome dos demandados e o bloqueio de todas as contas correntes e aplicações financeiras até o total de R$ 39,7 milhões de todos os envolvidos.

Além de Alckmin, a ação, que cabe recurso, envolve a Construtora Norberto Odebrecht S/A, além de Marcos Antônio Monteiro, ex-secretário de Alckmin, além dos executivos da Odebrecht Luiz Antônio Bueno Júnior, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Fernando Migliaccio da Silva e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho.

A defesa de Geraldo Alckmin disse que “a decisão é fundada em grave erro porque não há – nem poderia haver – qualquer vinculação entre as doações eleitorais alegadamente efetuadas e atos ou contratos administrativos cumpridos nas gestões do ex-governador. Informou ainda que o patrimônio de Alckmin é comprovadamente modesto e que vai recorrer da decisão que considera indevida e injusta pela total ausência de provas”.

A Odebrecht disse em nota que “tem colaborado de forma eficaz com as autoridades em busca do pleno esclarecimento dos fatos narrados pela empresa e seus ex-executivos. A Odebrecht já usa as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente”.

O advogado Guilherme Corona, responsável pela defesa de Marcos Monteiro, informou que a decisão é provisória e que entrará com o recurso cabível perante o Tribunal de Justiça.

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