Janaina Paschoal questiona sanidade mental de Bolsonaro antes de deixar grupo de WhatsApp do PSL

Janaína Paschoal diz que gases não podem tirar Bolsonaro de debate. Foto: Reprodução

Deputada mais votada da história, Janaina Paschoal tem protagonizado uma guerra contra o “bolsonarismo” nas redes sociais que culminou com sua saída do grupo de WhatsApp da bancada do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Em mensagem enviada a um grupo de congressistas do WhatsApp, a advogada, que foi coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, afirma que já ajudou o partido na eleição, mas “precisa pensar no país”.

“Amigos, vocês estão sendo cegos. Estou saindo do grupo. Vou ver como faço para sair da bancada. Acho que ajudei na eleição, mas preciso pensar no país. Isso tudo é responsabilidade”, disse a deputada estadual paulista antes de deixar o grupo.

Apesar de dizer que pretende deixar a bancada, a deputada nega que isso seja um movimento de saída do PSL, menos ainda de oposição ao presidente. “Quando deixamos de apoiar alguém, paramos de tentar melhorar esse alguém. É o contrário. Quero que o governo dê certo. Não pretendo sair do PSL. Os partidos também precisam de alguma pluralidade”, afirmou ao “Congresso em Foco” na noite desta segunda (20).

A saída brusca foi uma reação a um vídeo que Jair Bolsonaro compartilhou em seu Facebook no qual o pastor Steve Kunda apresenta o presidente como escolhido por Deus. Janaina criticou a postagem no grupo de WhatsApp antes de deixá-lo e questionou a sanidade mental de Bolsonaro: “Eu peço que vocês assistam e respondam: ‘O senhor, um presidente da República, na plenitude de suas faculdades mentais, publicaria um vídeo desse?’”.

No fim de semana, o descontentamento da deputada com a legenda do presidente da República, Jair Bolsonaro, já havia ficado evidente.

“Propositalmente, ele [Bolsonaro] está confundindo discussões democráticas com toma-lá-dá-cá”, escreveu Janaina em um dos posts. Para ela, não existe um movimento conspiratório contra o presidente, como ele faz crer ao convocar a manifestação.

Na sequência de publicações, a deputada relembrou ainda episódios que, na sua visão, seriam erros cometidos pelo governo e que ajudaram a compor o quadro atual.

Janaina citou o apoio do PSL a Rodrigo Maia para a presidência da Câmara Federal. Na ocasião, ela diz ter apoiado “candidatos mais identificados com os ideais pelos quais lutamos” e disse que o governo iria se “arrepender amargamente” pelo apoio dado a Maia.

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