Guilherme Boulos vira réu por invasão de triplex no Guarujá; Defesa considera denúncia ‘absurda’

Guilherme Boulos. Foto: Reprodução

A juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos, acatou, nesta quinta-feira (25), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Guilherme Boulos (PSOL) e outras duas pessoas. O motivo é a invasão e ocupação de um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

O caso aconteceu em abril de 2018, quando Boulos e os outros acusados protestaram contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o MPF, os réus teriam, supostamente, infringido o Artigo 346 do Código Penal, que fala sobre “danificar coisa própria que se acha em poder de terceiro”. A pena é de seis meses a dois anos e multa.

De acordo com o MPF, “dezenas de ativistas dos movimentos sociais MTST e Frente do Povo Sem Medo, cumprindo ordem de Luiz Inácio Lula da Silva e executando plano organizado e articulado por Guilherme Boulos, invadiram e ocuparam” o apartamento do Edifício Solaris (triplex de Guarujá), atribuído ao ex-presidente, no dia 16 de abril de 2018.

Ainda segundo a denúncia, eles entraram “causando danos no referido imóvel, pois, para nele ingressar, quebraram o batente da porta principal e a arrombaram, fazendo uso de um pé-de-cabra, assim como amassaram a porta do banheiro”.

Advogados consideram denúncia ‘absurda’

Em nota divulgada à Imprensa, a equipe de Guilherme Boulos e seu advogado consideraram a denúncia “absurda”. Ainda de acordo com a nota, Boulos afirma que a ação é a “nova farsa do triplex”. O político e os outros dois réus têm prazo de dez dias para se manifestarem sobre a acusação.

Confira a nota na íntegra:

“Fomos informados na noite de quinta-feira [25] sobre o recebimento da acusação apresentada pelo Ministério Público Federal contra Guilherme Boulos e outros dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto pela Justiça Federal.

Para Boulos, a acusação feita pelo MPF é a nova farsa do triplex. A decisão de agora mostra, mais uma vez, a Justiça Federal sendo conivente com as atrocidades promovidas no âmbito da Lava Jato, que estão novamente em evidência com a divulgação de mais conversas comprometedoras entre procuradores.

Os advogados que acompanham o caso consideram a denúncia absurda e afirmam que a decisão, por ser inconsistente, certamente será revista. Há certeza de que Boulos não praticou nenhum crime e também convicção da inocência dos militantes do MTST, já expressa na recusa, por reiteradas vezes, de ofertas de acordo do Ministério Público e no pedido de julgamento antecipado do caso – que não foi atendido.”

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