General que liderou intervenção no Rio recebe convite de Bolsonaro para comandar Casa Civil

Walter Souza Braga Netto. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Walter Souza Braga Netto. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro quer mais um militar na cúpula do seu governo. Segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, o general Walter Souza Braga Netto foi convidado para assumir a Casa Civil no lugar de Onyx Lorenzoni, que deve ser realocado para o comando da pasta da Cidadania, comandada por Osmar Terra.

Atual chefe do Estado-Maior do Exército, Braga Netto liderou o Comando Militar do Leste e, em 2018, foi o responsável por coordenar a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Antes da intervenção, ele foi um dos responsáveis pelo esquema de segurança nas Olimpíadas, no cargo de coordenador-geral da Assessoria Especial para os Jogos do Comando Militar Leste (CML).

Braga Netto teve passagens ainda pelo comando da 1ª Região Militar (Região Marechal Hermes da Fonseca) e pelo Comando Militar do Leste, ambos no Rio de Janeiro. O general tem o perfil de combate e é conhecido pelos trabalhos na área de “inteligência da segurança”. Segundo informações publicadas no Portal do Ministério da Defesa, tem mais de 20 condecorações nacionais e estrangeiras.

Caso a indicação seja confirmada, a movimentação junto aos militares poderá apontar para um afastamento do governo da ala mais do bolsonarismo, representada pelos seguidores do astrólogo Olavo de Carvalho.

A movimentação de renovação do eixo militar do atual governo teve início coma ascensão do general Isso começou a mudar com a ida ao Planalto do general Luiz Eduardo Ramos, amigo de caserna de Bolsonaro e que se tornou um de seus mais influentes conselheiros.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, também viu sua influência aumentar após aparar arestas com membros do Judiciário, quando tornou-se assessor do presidente do Supremo tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, em 2019. Azevedo também ajudou a viabilizar a reforma da Previdência dos militares, o que aumentou a sua influência junto a uma das principais bases de apoio do atual governo.

Vale lembrar que, ao todo, cinco dos 22 ministros são oriundos das Forças Armadas. Além disso, Bolsonaro planeja tornar o almirante Flávio Rocha, atual comandante do 1º Distrito Naval,
em um “superassessor” da Casa Civil ou entregar a ele o comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

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