Ex-secretário de Temer é preso pela Lava Jato no Rio

Polícia Federal. Foto: Reprodução

Polícia Federal. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpre 32 mandados de busca e apreensão e nove de prisão preventiva e temporária no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (5) em mais uma fase da Operação Lava Jato. Entre os alvos está o ex-secretário nacional de Justiça do governo de Michel Temer, Astério Pereira dos Santos. Ele esteve no cargo em 2017.

Até a publicação desta nota, os agentes já prenderam sete pessoas. Os mandados foram expedidos pelo juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável pela Operação Lava Jato no estado, Marcelo Bretas.

Para ocupar o cargo federal, Astério se aposentou do MPRJ – condição em que perdeu o foro privilegiado. Com isso, o inquérito foi enviado para a primeira instância, onde Bretas atua.

Antes, esteve à frente da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) no governo Rosinha Garotinho, entre 2003 e 2006. É sobre a gestão das cadeias do RJ que versam as suspeitas de lavagem de dinheiro e de pagamento de propina.

A PF investiga suspeitos que teriam participado de uma rede de pagamentos de propina relacionada às atividades da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP).

De acordo com as investigações, a rede seria organizada por empresários e agentes públicos, entre eles um ex-procurador de Justiça, com apoio de dois escritórios de advocacia. O esquema beneficiaria integrantes do Tribunal de Contas do estado.

De acordo com o jornal “O Globo”, o ex-secretário é suspeito de ter participado do esquema de corrupção do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A PF investiga possível participação de Astério no desvio de recursos do Fundo Especial do Tribunal de Contas do estado.

A TV Globo apurou que contra Astério há suspeitas de pagamento de propina, de lavagem de dinheiro e de ter ajudado na fuga do empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur.

Como ex-secretário nacional de Justiça, Santos era responsável por ações de repatriação de ativos desviados por aqueles que foram acusados de corrupção.

Comentários




    gl