Eduardo Cunha mencionou 120 políticos em proposta de delação não aceita

Eduardo Cunha. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Eduardo Cunha. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Preso há três anos, o ex-deputado Eduardo Cunha mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, ele afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem assinada por Felipe Bächtold, do jornal “Folha de São Paulo”, e Rafael Neves, de “The Intercept Brasil”.

A proposta de delação foi entregue em meados de 2017. O acordo não foi homologado por que os procuradores consideraram os relatos superficiais demais.

Um dos documentos que mostram a proposta foi compartilhado entre procuradores em um chat do aplicativo Telegram, em julho de 2017. Michel Temer (MDB) está entre um dos principais alvos dos relatos, como também o ex-ministro Moreira Franco (MDB) e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (sem partido).

Figura principal do processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, Cunha atribui papel de destaque ao empresário Joesley Batista, da JBS, na articulação pela chegada de Temer ao poder. Ele declarou ter arrecadado R$ 148,6 milhões em 2015, repassados a mais de 60 deputados.

As fontes listadas desses recursos são empreiteiras, como a Odebrecht “empresas de ônibus”, “montadoras de veículos”, JBS, além de doações oficiais de bancos. Como contrapartida, foram citadas aprovações de medidas de interesse desses grupos no Congresso.

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