Bolsonaro: ‘Preço do ovo também aumentou. Lei da oferta e da procura’

Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Na tentativa de se esquivar das responsabilidades sobre o prejuízo da crise econômica em cima dos mais pobres, Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que o preço do ovo também aumentou. “Aumentou o preço do ovo também. É a lei da oferta e da procura. É igual o arroz”, disse Bolsonaro a apoiadores em Brasília.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), a caixa com 30 dúzias de ovos vermelhos, que saía a R$ 101,83 em 28 de agosto, aumentou para R$ 105,40 em 4 de setembro e para R$ 105,79 em 11 de setembro. Chegou a custar R$ 137,87 em abril.

O preço do ovo branco, nas mesmas datas, passou de R$ 81,61​ para R$ 87,30 e chegou a R$ 87,47. Em abril, o valor foi de R$ 116,85.

Bolsonaro previu a normalização dos preços do produto apenas para o fim do ano. “A partir do final de dezembro começa uma colheita grande de arroz, aí normaliza o preço. Eu não posso é começar a interferir no mercado. Se interferir, o material some da prateleira, isso que é pior”.

Em videoconferência com a Telecomunicações do Brasil nesta terça-feira (15), o ministro da Economia, Paulo Guedes, culpou os mais pobres pelo aumento no custo do arroz e disse que o preço registrou alta porque a condição de vida dos mais pobres está melhorando.

“Os mais pobres estão comprando, estão indo no supermercado, estão comprando material de construção. Então, na verdade, isso é um sinal de que eles estão melhorando a condição de vida”, disse.

Enquanto o governo tenta amenizar a situação, um supermercado foi saqueado no bairro Santa Luzia, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Um grupo ficou indignado com o aumento do preço de alguns produtos, invadiu o estabelecimento e levou mercadorias, além de ter quebrado vidraças.










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